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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

IRREVERSIBILIDADE, DIZEM ELES

João Gonçalves 7 Out 08



Portugal, nas pessoas do Prof. Cavaco e do eng.º Sócrates, reconheceu a independência do Kosovo. Parece que houve uma "evolução" que é o termo diplomaticamente correcto para "engolir sapos". Primeiro, não queriam reconhecer. Depois hesitaram. Agora foram atrás, suponho que em nome da "responsabilidade" e da alegria da dra. Ana Gomes. A dra. Manuela Ferreira Leite até se mexeu vagamente por causa daquela melancólica e remota ficção digna do pior eslavismo. Ainda hoje de manhã ouvia na rádio o comandante da tropa portuguesa parada na referida província sérvia que se auto-proclamou "independente". O senhor major-general explicou, em português escorreito, o que é um "estado fantoche" e o nada que as "forças internacionais" estão ali a fazer. "Maria-vai-com-as-outras", Portugal, na sua secular irrelevância, não quis ficar para trás no retrato europeu. Chamam-lhe "irreversibilidade". Como os dias recentes não se têm cansado de demonstrar, o que está na moda é justamente o contrário da "irreversibilidade". Em tudo e por todo o lado. Ainda vai custar caro à Europa - nós contamos pouco - esta língua de pau.

O MAGALHÃES NO CARROSSEL

João Gonçalves 7 Out 08

De acordo com a "legislação em vigor", não é suposto que as empresas que possuem dívidas ao Estado participem em concursos públicos. Mesmo no caso de não haver concurso, o pagamento fica dependente da prova de que o adjudicado não tem dívidas para com a Fazenda Nacional. Ora, segundo esta notícia, estes cavalheiros até já vão para julgamento por uma dívida de 5 milhões de euros de IVA. A confirmar-se, será esta a "imagem de marca" que os qualificou junto de "Pino/Lino" e de Chávez por causa dos inefáveis "Magalhães"?

VIAGENS AO FIM DA NOITE

João Gonçalves 7 Out 08




As pequenas e médias empresas, um "nicho" que costuma encher a retórica política entre nós, têm à volta de trinta mil trabalhadores que não receberam subsídio de férias. Provavelmente a coisa alastrará ao de natal e, fatalmente, aos salários. No comércio, cerca de duas a três dezenas de estabelecimentos - pequeninos e pequenos - vão fechando diariamente as portas o que arrasta para o desemprego duas a três pessoas por dia. Como nada funciona sem crédito e como o crédito tem cada vez menos crédito, é praticamente seguro que a crise do sistema financeiro paralise ainda mais a já nossa paralítica economia que tem vivido quase exclusivamente do esplendor dos anúncios e da propaganda. Como no Anel do Nibelungo, a "mansão do deuses" vai arder e ouro regressa às aguas primordiais. Espanha (esse modernaço e inconsequente Zapatero), França, Irlanda, talvez a Alemanha, todos estes "Walhalla" ameaçam trevas. Como nos acordes finais do Crepúsculo dos Deuses, já sem deuses, homens e nada, emerge uma esperança. Duma coisa dificilmente nos vamos livrar. De viajar, embalados ou "realistas", ao fim da noite.

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