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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

O "SONHO"

João Gonçalves 17 Set 08

Sócrates já imagina Sines como "um dos maiores complexos petroquímicos do mundo". Do mundo, repare-se. Não faz a coisa por menos. "Regressa o sonho", diz ele. Viu-se no que é que, em quarenta anos, deu o "sonho". Para quando uma consulta no oftalmologista?

LEI DO DIVÓRCIO, TAKE TWO

João Gonçalves 17 Set 08

O Parlamento aprovou uma nova legislação sobre o divórcio. Ao introduzir umas alterações naquela que o PR tinha vetado, "criou" uma nova. Por conseguinte, o PR, se o entender, pode vetar esta "nova" lei destinada às famílias que "podem" e que "sabem" e não ao comum dos mortais. Vete-a se fizer favor.

PURSUIT OF HAPPINESS?

João Gonçalves 17 Set 08


No regresso de férias, R. Ramos voltou, no essencial, à acrimónia de sempre contra o "estado social" e respectivas maleitas, um "vírus" que corrói as melhores intenções do "mercado" e que corrompe a "pursuit of happiness" que é a nossa vocação "natural". Por causa do maldito "intervencionismo" e do "desvio" a essa "vocação" - em prol do mau-gosto e das necessidades abjectas das classes médias - chegámos, segundo Ramos, ao presente descalabro mundial. Porquê? Porque as grandes sociedades financeiras, em vez de prosseguirem a maravilhosa "obra" (delas, naturalmente) para que foram criadas, decidiram apoiar o primitivismo das classes médias e a sua superficialidade, afundando-se em créditos de milhões e milhões de natureza duvidosa e improdutiva. Em abstracto, concordo com isto tudo. Acontece que, nas tais vinte e quatro horas que mudam tudo e a que Rui Ramos alude logo no princípio do artigo no Público, a reserva federal norte-americana "inverteu" a lógica da "vocação natural" e tomou conta da AIG para evitar uma hecatombe. Ou seja, nem "pursuit of happiness", nem viçosa "sociedade civil". Estado puro e duro. Como diria o Jack Nickolson (e Ramos pergunta no final do artigo, de outra maneira), e se "this is as good as it gets"?

O ARGUMENTO DA HONRA

João Gonçalves 17 Set 08

A propósito de Eanes, pressenti em alguma blogosfera o antigo ódio - acéfalo e caciqueiro mesmo quando disfarçado de "intelectual" - ao General. Eanes, apesar de ter sido o primeiro Chefe de Estado eleito por sufrágio directo, universo e secreto, nunca foi bem aceite pelos "democratas" da partidarite. Soares, o "dono" moral desses "democratas", fermentou o referido ódio que ainda agora ressuma nas entrelinhas do que escrevem. Tal como Cavaco, Eanes, na "lógica" destes "democratas", não é - felizmente, digo eu - dos "deles". Porque estão habituados ao regime (e à falta de vergonha que é costume estar-lhe associada: por exemplo, para a semana Chávez regressa a Portugal para "negociar" com os "pais espirituais" destes "democratas"), estranham que Eanes tivesse recusado os "retroactivos" da pensão e lançam-lhe o estigma da "acumulação". É que para estes "democratas", existem "democratas" de primeira e de segunda classe. Soares e Sampaio estão, seguramente, na primeira classe. Eanes, quando muito, fica pela segunda porque eles, os "democratas", apesar de tudo são generosos. Eanes não foi exactamente um contínuo do regime nem mais um dos seus vulgares papagaios pagos a preço de ouro para "comentar", nos jornais e nas televisões, o mesmo regime que os apascenta. Nunca, aliás, pagaremos (e não falo de dinheiro que é a lingua franca do regime e dos seus papagaios) devidamente a esse homem a sua coragem física e moral em tempos sombrios. Como escreve o Baptista-Bastos, «num país onde certas pensões de reforma são pornográficas, e os vencimentos de gestores atingem o grau da afronta; onde súbitos enriquecimentos configuram uma afronta e a ganância criou o seu próprio vocabulário - a recusa de Eanes orgulha aqueles que ainda acreditam no argumento da honra.»

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