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portugal dos pequeninos

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A FORÇA DO DESTINO

João Gonçalves 14 Set 08



Leontyne Price, dirigida por Zubin Mehta em 1980, canta Pace, Pace mi Dio, da ópera "La Forza del Destino" de Verdi. Ao contrário da do primeiro-ministro, a minha popularidade é nula. Cadáver em férias (literalmente), ninguém me convidou para o concerto do dia em Chelas. Todavia, estou como a Carla. Há quatro anos diverti-me sem pensar que me ia divertir. Não convém tentar o demónio.Twice.

The art of losing isn't hard to master;
so many things seem filled with the intent
to be lost that their loss is no disaster.

Lose something every day. Accept the fluster
of lost door keys, the hour badly spent.
The art of losing isn't hard to master.

Then practice losing farther, losing faster:
places, and names, and where it was you meant
to travel. None of these will bring disaster.

I lost my mother's watch. And look! my last, or
next-to-last, of three loved houses went.
The art of losing isn't hard to master.

I lost two cities, lovely ones. And, vaster,
some realms I owned, two rivers, a continent.
I miss them, but it wasn't a disaster.

Even losing you (the joking voice, a gesture
I love) I shan't have lied. It's evident
the art of losing's not too hard to master
though it may look like (Write it!) like disaster.

-One Art, Elizabeth Bishop-


O SR. CÉSAR - 2

João Gonçalves 14 Set 08

Para quem tem dúvidas acerca da "natureza" política do sr. César e anda sempre com o credo Jardim na boca, este kit "fala" mais do que mil discursos pseudo-institucionais. Já não se "fabricam" Medeiros Ferreiras nos Açores.

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ALEGRIAS DE SÓCRATES

João Gonçalves 14 Set 08

O dr. Portas foi a Aveiro fazer prova de vida. Agitaram-se as bandeirinhas. Sócrates - a quem ele se dirigiu num discurso populista demasiado gasto - estava a essa hora em Chaves a inaugurar um hotel e um casino. Descerrou uma lápide com o seu nome e com a sua função enquanto Portas esbracejava umas graçolas inócuas junto da Ria. E estava muito satisfeito ao lado do inseparável Silva Pereira. Não lhes faltam razões para tamanha alegria. Portas é uma delas.

O OURO DA BOTA

João Gonçalves 14 Set 08


Cristiano Ronaldo quis ir à Madeira, sua terra natal, para receber uma "bota de ouro". Parece que tencionava homenagear, a título póstumo, o pai. No aeroporto, ignorou os compatriotas que o foram saudar à chegada. Ontem, à porta do hotel onde foi coroado como tal, o "bota de ouro" fez esperar em vão umas dezenas de madeirenses orgulhosos por o pé que calça a "bota" ser um dos seus. Ilusão deles. Mais uma vez, Ronaldo só estava disponível para o que o esperava lá dentro: o sr. Horácio Roque e as televisões. Babaram-se uns para os outros porque, naturalmente, estão muito bem uns para os outros. Ex-pobre (e não há nada pior do que um "ex" qualquer coisa), imaturo e ignorante, o "bota de ouro" não passa de um deslumbrado com talento nas pernas. Nas três pernas, a avaliar pelo galinheiro que cacareja permanentemente atrás dele nas revistas da "especialidade". De resto, o dinheiro encarregou-se de destruir o menino que jogava na rua com os vizinhos cuja alegria se quis manifestar junto dele e que ele, moldado pelo espectáculo em que se tornou, se recusou a partilhar. O "bota de ouro" é o expoente de uma certa alarvidade "social" que veio com a democracia. Uma alarvidade que brilha tanto ou mais do que o ouro da bota. E que costuma acabar tão surpreendentemente como começa.

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