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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

PEQUENINOS DE PORTUGAL - 2

João Gonçalves 4 Set 08


Graças ao Almariado, fiquei a saber que também faço parte de uma "lista negra" da "UALNET" que inclui "tráfego de carácter pornográfico, warez, jogos, música e publicidade" e que fui "banido" "por decisão conjunta do CRUP, PCCN e MCT" que eu não conheço de lado nenhum. Não sabia que era assim tão "sexy".

A MÃO NO OMBRO

João Gonçalves 4 Set 08

Como se tu alumiasses
ainda
cada degrau, cada palavra,
e a noite não fosse
a única porta estranhamente
branca,
eu subia sem conhecer o ombro
onde apoiava a mão.


Eugénio de Andrade, Rente ao Dizer, 1992 (via Tudo o que não escrevi, EPC, 2º volume)

FINALMENTE

João Gonçalves 4 Set 08

O Ângelo Correia conseguiu dizer qualquer coisa de jeito, na Visão: «Há [uma relação entre crime e imigração] na medida em que se nota a presença, sobretudo, de máfias de leste e brasileiras.»

DUPLICIDADE

João Gonçalves 4 Set 08

Outro exemplo da constante duplicidade das nossas televisões (e não só) está na forma como têm feito a cobertura das convenções norte-americanas. Todos, mais ou menos às claras, seguem a "obamomania" que, se calhar, é mais europeia do que outra coisa qualquer (ver, a este propósito, os posts de Nuno Mota Pinto no Mar Salgado). Palin, a "número dois" dos republicanos, é tratada como uma "dondoca" improvável que aprecia caça, é contra o aborto e tem uma filha de dezassete anos que está grávida. Ponto final. Todavia, o discurso de ontem em Saint Paul mostra uma senhora Palin pouco disposta a ceder às favas contadas no circo de Obama. Uma boa surpresa.

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O FIM DE UM TEMPO

João Gonçalves 4 Set 08


Passei ontem, por acaso, pela Livraria Buchholz. Demorei-me o menos possível porque me incomodou a decadência. Foi como se tivesse ido visitar um amigo com uma doença terminal. Livros espalhados pelas mesas a um euro, prateleiras meio vazias, o acesso interdito à cave onde se tratava da música. Mesmo já em plena era dos "cd's", cheguei a comprar algumas "caixas" de óperas em vinil à D. Isabel que a esta hora deve estar sentadinha, a descansar, na sua casa da Parede. A Livraria Buchholz tem, para mim, um significado muito especial. Era aí que, antes de entrar para a universidade, "visitava" (mais do que comprava) os livros que não encontrava em mais lado nenhum. Uma pequena colectânea pessoana coligida por David Mourão Ferreira (O Rosto e as Máscaras, da desaparecida Ática, ali bem perto, na Alexandre Herculano, substituída por uma loja de fotografias...), a primeira edição de O Labirinto da Saudade, de Eduardo Lourenço, os pequenos livros de poesia do Joaquim Manuel Magalhães da Presença ou as biografias de Eça e Pessoa de Gaspar Simões, da Bertrand, vieram de lá. Não se pode dizer que a simpatia fosse o lance mais marcante em algum do atendimento. Todavia, sempre me surpreendeu a capacidade daquelas devotas competentes para encontrar, debaixo de um "monte" mal amanhado, o título perguntado. Livrarias como a Buchholz fazem parte daqueles raros lugares de silêncio onde podemos sentir intimamente a euforia que representa o amor pelos livros e pela leitura. Fomos nós, os leitores, que as "traímos" quando as trocámos pela "facilidade" dos "grandes espaços". Talvez tudo isto seja inevitável como morrer que é o que afinal, um livro nos "ensina".

BEATITUDE

João Gonçalves 4 Set 08


As televisões portuguesas têm acompanhado as "eleições" em Angola com uma beatitude comovedora. Quase nos fazem crer que há eleições - parecidas com as nossas - em Angola.

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