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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

O ARÍETE FALHOU

João Gonçalves 3 Set 08


Segundo o dr. Paulo Portas, a "esperança" de ter o dr. Nobre Guedes de volta à vice-presidência do CDS/PP levou-o a "esconder" do partido, durante um ano, o pedido de "afastamento" daquele. Também, soube-se hoje, um membro da sua comissão política decidiu sair. Enfim, o dr. Portas, que protestou "salvar" o CDS do pacato e inofensivo Ribeiro e Castro, não tem feito outra coisa senão levar o seu pequeno partido à ruína política. Nunca percebi - a não ser por uma vontade doentia e manipuladora - o que é que determinou Portas a regressar a um posto onde tinha sido feliz. E tão cedo. Como Marcelo, Portas "vive" a política como um entretenimento pessoal onde se misturam várias "sensações" de recorte "shakespeareano". Ambição, mando, intriga, notoriedade, talento, inteligência, uma gravitas forjada, lealdade, traição, retórica. Portas aprecia ver-se e ouvir-se mesmo quando já só resta uma caricatura de si próprio. O CDS/PP correu, de novo, atrás deste aríete outrora certeiro em capas de jornais em nome de uma promessa de poder. De qualquer poder. Verifica-se, afinal, que Portas apenas fechou um pouco mais o seu condomínio privativo ao qual, por hábito, se continua a chamar CDS/PP. Por que é que isto interessa? Porque Portas não "alargou" o espaço da direita nem serviu para combater a não-esquerda representada por Sócrates. Confinou, aliás, esse espaço mais do que ele já estava. E a competência de um Diogo Feio não chega para fazer uma primavera. O aríete, desta vez, falhou.

A LUZ DO MUNDO

João Gonçalves 3 Set 08


Segundo o Presidente da República, «o Tratado de Lisboa cria a possibilidade de sermos o jogador mais importante no mundo.» Julgo que Cavaco se refere à Europa o que revela uma crença despropositada nas suas "virtualidades" políticas e económicas justamente no momento em que ela está entregue a um punhado de "homens sem qualidades", "entalada" entre os EUA, a Rússia e a China para não ir mais longe. Infelizmente bem longe, aliás, do tempo em que Cavaco foi primeiro-ministro. Para além disso, manifesta um apoio irrealista a esse cadáver burocrático que é a "constituição europeia" travestida de "tratado de Lisboa". O artigo de Eduardo Lourenço no Público de segunda-feira - a que, pelos vistos, Cavaco não prestou a devida atenção - é , a este respeito, sintomático e sintético. «No novo contexto planetário a exemplaridade é muito relativa. Bem sabemos o que nos custou essa pretensão de sermos, como europeus, “a luz do mundo”. Chegou o tempo da modéstia, o que não é incompatível com a dignidade.» É apenas isto, Sr. Presidente, e nada mais.

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