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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

O JUSTICEIRO

João Gonçalves 2 Set 08

Quando se fala em "Casa Pia", aparece logo o grande moralista social Pedro Namora e a sua linguagem caceteira aprendida na pior vulgata marxista. Em abstracto, Namora possui características que, isoladamente, são estimáveis. É corajoso, mas mistura ressentimentos com teorias da conspiração. É frontal, porém insinuante. É solidário, mas ressuma um protagonismo insuportável. Deviam explicar-lhe que, no crime de pedofilia, não há "poderosos" vs. "descamisados". Só criminosos.

OS INSUBSTITUÍVEIS

João Gonçalves 2 Set 08

Tem toda a razão, João. O país está cheio de "treinadores de bancada, calaceiros e invejosos". E de insubstituíveis. Aliás, os cemitérios estão cheios de insubstituíveis como a "grande" Simonetta. Welcome back.

A LASCA DO MECO

João Gonçalves 2 Set 08



Há tempos, numa entrevista "cor-de-rosa", Ana Gomes revelava ao mundo que, por vezes, "pisgava-se" do MNE para ir até ao Meco fazer nudismo com uns colegas. Devo ter ido ao Meco apenas umas três ou quatro vezes numa fase em que, graças a Deus, já não havia o risco de me cruzar com "lascas" como a dra. Ana Gomes. A ideia da "lasca" não é minha. É dela e o Carlos resume (delicadamente) tudo o que há a dizer sobre a ridícula prosa da eurodeputada "obamista". «Não se trata de um apoucamento qualquer: leiam bem esta prosa tão sintomática. Apreendam o desdém que a Governadora Palin aí recebe apenas por ser quem é: mãe, política que não cursou as lutas da geração ‘certa’, feminina (sem ‘ismos’) e… bonita. Este texto, caso fosse escrito por um homem daria origem a uma chuva de impropérios por parte de quem o originou. Assim, como vem de quem vem, pretende passar por uma lição sobre aquilo que as mulheres podem ou não podem ser na política. A conclusão a retirar disto não é estranha na história das mulheres: trata-se de lhes impor condutas, normas comportamentais, dizer às mulheres o que podem dizer ou fazer, vestir ou aparecer. Caso contrário, as Ana Gomes deste mundo darão a severa sentença. No fundo, é a versão pós-moderna do velho ‘obedeçam ou levam’.»

O CASO PEDROSO - 2

João Gonçalves 2 Set 08

O dr. Paulo Pedroso foi alvo de um dos maiores assassinatos de carácter de que há memória. Foi exibido ao país como uma "presa" fácil num safari exótico. Sofreu, de imediato, a "presunção" de culpado numa absurda inversão dos princípios que aprendemos nas universidades de direito. Esse lance infeliz da administração da justiça custou-lhe quatro meses e meio de cadeia e um "julgamento" alarve na praça pública. Nem o seu próprio partido escapou à mesquinhez da segregação. Pedroso procurou a mesma justiça para minorar os efeitos de uma prisão preventiva absolutamente escandalosa. A justiça deu-lhe, aqui, razão e o Estado foi condenado numa indemnização. Parece que o mesmo Estado, através do Ministério Público, vai recorrer. É, também, um direito seu. Convinha - até porque o dinheiro para as "preventivas" e para as indemnizações é produto do contribuinte - que a justiça seja mais prudente, mais eficaz e, sobretudo, menos espectacular e tagarela. E que, ao abrigo da nova legislação sobre responsabilidade civil do Estado, sejam tiradas as devidas ilações de uma situação na qual o referido contribuinte não teve culpa alguma.

MARCELO/DULCAMARA

João Gonçalves 2 Set 08



«Desde há anos (não é só de agora) que o prof. Marcelo me faz lembrar o Dr. Dulcamara, o célebre charlatão da ópera "O Elixir de Amor", de Donizetti. O homem que vendia um filtro mágico que enganava toda a gente! Lamenta-se que no caso de Marcelo as suas prelecções semanais não sejam acompanhadas pela música do famoso compositor de Bérgamo.» Por sugestão deste leitor, melómano e bem conhecedor da "comédia de costumes" que é a vida pública portuguesa - uma opera buffa na realidade -, eis um excerto de L' Elisir d' amore, de Donizetti, de uma original produção de 2002, com Bryn Terfel no papel do famoso Dr. Dulcamara.

OS FLOREADOS DE MARCELO

João Gonçalves 2 Set 08

Quando Menezes abandonou, julguei que a melhor solução para o PSD era Marcelo. Porquê? Porque Marcelo, como Sócrates, vive da imagem. É um "produto" televisivo que "vende" bem. E tem a vantagem, sobre Sócrates, de "fingir" que lê livros. Sócrates nem sequer se dá ao trabalho de fingir. Só se interessa por "redes" e por "plataformas tecnológicas". Num mundo - e num país- em que já não vale a pena esperar por "grandes políticos", Marcelo estava perfeitamente à altura da função. Sucede que Marcelo é um pantomineiro nato. Pediu há dias "paz interna" para Manuela poder ir descansada às eleições. Logo a seguir "deixou cair" que, assim, a senhora não "ia lá". Agora já vê mais vantagens do que inconvenientes no silêncio de Manuela mesmo sendo "mau". A "interpretação autêntica" que supostamente anda a fazer dos silêncios e das falas da presidente do partido não têm, por isso, qualquer propósito de a ajudar ou um módico de coerência. Quem conhece minimamente Marcelo sabe que ele passa o dia a intrigar agarrado ao telemóvel. Os tempos em que "puxava" por certas cabeças nos jornais para melhor as "cortar" de seguida, acabaram. Para ruído do género daquele que fazem as camionetas do lixo às duas da manhã, já basta o provocado pelo dr. Menezes e pelos magníficos vice-presidentes da dra. Manuela. Marcelo só pedala uma bicicleta. A dele. Não tenho nada contra isso. Todavia, e se afinal quer ser ele a disputar o plateau com Sócrates, decida-se enquanto é tempo. Ou deixe-se definitivamente de floreados.

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