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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

(IN)SEGURANÇA INTERNA

João Gonçalves 26 Ago 08

Fora o PS, o resto do regime manifestou a sua perplexidade acerca das novas leis da segurança interna e da investigação penal. Os juízes até acham que foi violado o princípio da separação de poderes e que o futuro secretário-geral da coisa será um mero delegado político ao serviço da maioria de circunstância. Apesar de tonto, o PS não irá certamente indicar para o cargo um dos seus eternos "disponíveis". Deverá ficar por conta de um magistrado disposto ao "sacrifício", independentemente da magistratura (MP ou judicial) a que pertença. A esquerda - o PS, em particular, porque já leva, entre Guterres e Sócrates, uns bons anos disto, para não falar dos "idos de 80", com Soares, onde foi concebido o "sistema" em vigor na dependência do premier -, com os seus "observatórios", não se dá bem com a segurança interna. Os resquícios ideológicos e os preconceitos "culturais" tolhem-na. E existe uma retórica "apaziguadora" que passa a vida a esbarrar com a realidade. Legislar infinitamente não resolve um átomo dos problemas. Nunca se legislou tanto em matéria de justiça e segurança interna e vejam onde (não) chegámos. Este episódio é apenas mais um capítulo na triste biografia do legislador anónimo. A realidade segue, impiedosa, esta noite.

PELO SIM, PELO NÃO - 2

João Gonçalves 26 Ago 08

Não compre uma, não.

COM BOLHINHAS

João Gonçalves 26 Ago 08


«Devemos combater sem tréguas esta ideia de uma cultura sem esforço, sem resistência, sem atrito, esta obsessão de sermos todos divertidos e leves, com bolhinhas.»

Eduardo Prado Coelho

DAR SUGESTÕES

João Gonçalves 26 Ago 08

Pinto Monteiro, o PGR, vai "apresentar sugestões" para combater aquele tipo de criminalidade que assusta as pessoas e que costuma ser designada por "pequena" e "normal" apesar das armas de fogo, dos tiros e das vítimas. Uma vez que a PGR dirige a acção penal e, por tabela, a investigação criminal - ou seja, as polícias enquanto órgãos de polícia criminal - é estranho (para mim já nada é estranho neste país de opereta) que Sua Excelência venha publicamente "dar sugestões" como se fosse um "comentador" ou, na pior das hipóteses, o Luís Delgado. Ainda vamos ter saudades do sorriso enigmático do dr. Souto Moura.

AS NOVAS LÍDIAS FRANCO

João Gonçalves 26 Ago 08

José Medeiros Ferreira escreve que a "campanha contra" o pobre do dr. Rui Pereira lhe faz lembrar uma outra, num verão do "guterrismo", contra Fernando Gomes, então MAI. Diz ele que só mudaram os criminosos. Mudaram os criminosos e a Lídia Franco. Recordo que foi na sequência de um mediático "assalto" à actriz, no meio de uma auto-estrada, que a "campanha" começou. Os assaltantes eram uns menores que acabaram "internados" nos "colégios" da reinserção social, a designação "progressista" dos velhos reformatórios. Como entretanto cresceram a ler os livros da Fernanda Câncio, já devem estar cá fora. E, quem sabe, talvez sejam, afinal, os mesmos criminosos que "vitimaram" o dr. Gomes. Ou os "primos" deles. Sucede que as actuais "Lídias Franco" estão mais espalhadas pelo país e são, manifestamente, menos "mediáticas". Donos de pequenas ourivesarias, gasolineiros, empregados de balcão ou velhinhas de oitenta anos não são tão eficazes para combater o crime (ou um ministro) como uma figura da televisão. Será que é isso que mantém Pereira, esse académico sempre tão perdido no seu labirinto?

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