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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

O MISTÉRIO DO MISTÉRIO

João Gonçalves 17 Ago 08


Nesta série de livrinhos Diário de Notícias/Quasi, A Fera na Selva, de Henry James. Uma pequena obra-prima. «O facto de não te teres apercebido de nada é o estranho do estranho, o mistério do mistério.»

ÀS MÃOS DE BRANDO

João Gonçalves 17 Ago 08



Como é que dois homens tão diferentes - na carne, na ambição, na vida - aparentemente se amaram, sendo certo que o mais "animal" dos dois amou o outro, o dos óculos, para além do improvável? Este calhamaço dá umas dicas e o direito a "esgaramantear uma laustríbia".

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«Todas as coisas que amei ou acarinhei me foram roubadas. (...) Morremos albergando em nós uma miríade de amantes e de tribos, de sabores que provámos, de corpos como rios de sabedoria onde mergulhámos e nadámos contra a correnteza, de personalidades como árvores a que trepámos, de medos como grutas onde nos escondemos. Quero tudo isto marcado no meu corpo quando morrer. Acredito nessa cartografia - quando é a natureza que nos marca, em lugar de apenas inscrevermos o nosso nome num mapa, como os nomes dos ricos nas fachadas dos edifícios. Somos histórias colectivas, livros colectivos. Não somos escravos nem monogâmicos nos nossos gostos ou experiências. Eu só desejava caminhar por uma terra assim, onde não existissem mapas.»

O Doente Inglês, Michael Ondaatje

À BALA

João Gonçalves 17 Ago 08


Ocorreu mais um "momento favela" em Loures. Com mortos e feridos entre "grupos rivais" da "Quinta do Mocho". A polícia só lá foi depois de tudo estar consumado. Se calhar fez bem. A avaliar pelos disparates que se têm escrito e dito sobre a "autoridade policial", tudo indica ser mais correcto deixar os "bons selvagens" (os "jovens" na linguagem de "massagista social" das televisões) entregues a si mesmos, entretidos a liquidarem-se uns aos outros, do que ter a força policial no "terreno" já que esta, segundo os tais "pensadores" rousseaunianos, é a fonte do mal. Parece, segundo esta "doutrina", que existe esquerda e direita nestas matérias. Talvez estes "grupos rivais" passem a atirar livros uns aos outros em vez de balas, sinal de que escutaram a voz avisada e democrática das sibilas dos jornais e das televisões. Todavia, enquanto as coisas forem o que são, tiros são tiros. E não há esquerda nem direita no meio deles. Um malandrim de rua não tem "doutrina". Tem uma arma de fogo que é algo muito diferente de um computador. Apoucar permanentemente as polícias neste "contexto" de insegurança crescente, é colocar mais uma arma de fogo nas mãos dos malandrins. E isto não se ensina nos frívolos cursos de "comunicação social e cultural" nem se resolve nas "comissões" de assistentes sociais - que vivem inteiramente fora da realidade - ou com "teorias" de "proximidade" manifestamente fracassadas. Aprende-se na rua. À bala.

WAGNER 2007

João Gonçalves 17 Ago 08



Nina Stemme na produção de Nikolaus Lenhoff de Tristão e Isolda para o Festival de Glyndebourne de 2007. Quatro horas magníficas de emissão no canal Mezzo para redimir o horrível mês de Agosto.

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