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portugal dos pequeninos

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João Gonçalves 11 Ago 08



No Abrupto "os fragmentos de leitura para o mês mais cruel". Se JPP me permite, sugeria uns "fragmentos" de autores russos. A propos.

O RUMOR DA LÍNGUA

João Gonçalves 11 Ago 08


Nenhuma revolução "verdadeira" se faz sem sangue. Por cá houve cravos e viu-se. Na Geórgia, em 2003, salvo erro, ocorreu uma coisa a que apelidaram alegremente de "revolução das rosas". Foi apaparicada pelo "Ocidente" e, muito em especial, pelos EUA. Bush entretanto teve mais com que se preocupar do que com o folclore eslavo. Agora "ordena" à Rússia - ou seja, a Putin e sem se rir - que deixe a Geórgia em paz. Sucede que o actual presidente georgiano é o improvável fruto das "rosas" da "revolução" que Bush e o "Ocidente" celebraram. Enquanto Putin se exprime na televisão em russo - e, presume-se, para "glória" e consolação da "alma russa" - o dito presidente comunica, tipicamente, em inglês. Se há locais no mundo onde não se recomendam revoluções de florista é naquela zona. Muito menos "conselhos". Putin anda a "explicar" isso na sua língua-materna, a única que ele admite que se fale.

COMO DE ROSAS

João Gonçalves 11 Ago 08



Quando entregámos o resto ultramarino ao Sr. Jiang Zemin, em Dezembro de 1999, ele começou o seu discurso com um poema chinês:«nesta noite cheia de luar, sopra a brisa refrescante, e o mar é sereno como de rosas.» Disseram-me que a "cerimónia" de abertura dos jogos olímpicos terminou com uma enorme pombra branca desenhada por humanos. Estes interregnos desportivos de "paz celestial" são sempre comovedores e "serenos". Como de rosas.

HÁ DEMASIADO TEMPO

João Gonçalves 11 Ago 08


Enquanto por cá não se passa convenientemente nada, a Rússia, a velha Rússia que aprendemos a admirar na melancolida eslava e cruel inscrita nas entrelinhas da sua melhor literatura, demonstra ao mundo que, apesar da desagregação dos impérios (o dos czares e o do PC), é uma potência e possui um exército. Pode não ser o glorioso "exército vermelho", mas é a mesma "ideia" de exército e de poder militar independentemente da sua cor, uma coisa de que, por cá, no "ocidente", nos desabituámos por termos transformado as tropas em meritórios "exércitos de salvação"e em panfletos "humanitários". A Rússia de Putin - não vale a pena sequer mencionar o outro senhor, o presidente - tem uma noção de prestígio e de território que é impossível de entender pelos "registos" correctos em vigor. Pelo sim, pelo não, leiam os russos. Aproveitem a idiotia corrente e a modorra estúpida do verão para perceber "este" mundo. Está lá tudo dito e redito há demasiado tempo.

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