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portugal dos pequeninos

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MARCO E A "SAISON" IDIOTA

João Gonçalves 8 Ago 08

O sr. Marco António, um indefectível de Menezes e mais um sério candidato a salvador da pátria, "não interpreta" a ausência de Ferreira Leite da "festa do Pontal" do PSD. A dita "festa", para efeitos políticos, está morta e enterrada há muitos anos. Cavaco enterrou-a logo depois de sair, ao dar azo à manifestação da "concorrência" na "Pontinha", em 1995, contra o pobre dr. Nogueira. Daí para diante, só tem servido de pretexto para exibições ridículas do vate Bota e pouco mais. E para "criar" pequenos mitos partidários do calibre do sr. Marco e ressuscitar inocuidades como o mencionado vate. É, pois, difícil imaginar como é que o país e Manuela Ferreira Leite podem sobreviver sem esta solene "interpretação" do sr. Marco António. Isto chegou a um ponto tal que as divagações de um Marco António são notícia. Não consta que seja um "promeneur solitaire". Ele sabe lá o que isso é.

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QUASE SELVAGEM

João Gonçalves 8 Ago 08


Este homem cada vez escreve melhor. Faz-me pensar umas quantas vezes no prosseguir. «Lendo [Agosto]1914, há ali potência, complexidade e naturalidade que fazem uma obra de arte. É o retrato completo e panorâmico de uma certa sociedade que morreu, talvez o último momento em que à inteligência foi dada voz. Depois, foi o ascenso das massas, das carnificinas, das demolatrias e sua crueldade, ódio e incapacidade para ver para além da gamela e do porta-moedas. Recomendo-o vivamente, pois ali está toda a sociologia, toda a política, toda a filosofia e toda a economia de uma Europa à beira do suicídio. Solzhenitsyn não teve vida fácil, nem após a queda do comunismo. O seu nacionalismo moderado mas firme concitou ódios entre os patetas ultra-nacionalistas - os tais que pregam "os valores" e o "orgulho nacional" mas nunca leram um livro, não conhecem um monumento, não cultivam a língua nem sabem da história do seu próprio povo - como ofendeu quem pensava poder atraí-lo para as delícias do mercado. Manteve-se, sempre, obstinado e quase quadrado, agarrado à visão de uma Rússia imperial, ortodoxa, arcaica e quase selvagem.» Para perceber melhor isto, isto. É assim, desprovido naturalmente do talento, que tendo a acabar:bisonho, terrífico e anti-moderno. Quase selvagem.

CSI CAMPOLIDE

João Gonçalves 8 Ago 08


Lisboa teve esta noite um pouco de animação. O "multiculturalismo" não tem por que se queixar. Até a polícia esteve bem. Há coisas assim, na vida real. E muito "cabra marcado para morrer".

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