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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

MAIS LIBERDADE

João Gonçalves 1 Ago 08

O senhor da foto chama-se Isaiah Berlin. Faz falta a Portugal gente que pense e escreva como Berlin pensava e escrevia. Berlin criticou, com ironia, o "determinismo" e os "iluministas" que, levados à letra por tiranos de "engenheiros de almas" como Estaline, por exemplo, produziram das maiores aberrações contra a liberdade que o mundo conheceu. Os "engenheiros de almas" dos nossos dias são de diverso calibre e muitos deles estão absolutamente convencidos que são "democratas". O regime, aliás, não se cansa de os produzir. Mais do que o "Magalhães" ou três computadores por cada deputado da nação, devia distribuir-se pelas escolas, pelas universidades e pelas "elites" uns quantos livros de Berlin. Representava mais liberdade, de certeza.

AUTONOMIAS, EXCESSO E RAZÃO

João Gonçalves 1 Ago 08

«Ao contrário da opinião dominante, entendo que a questão do Estatuto dos Açores não é uma questão de lana caprina. Era necessário que o Presidente pusesse termo à inaceitável complacência com que até agora os presidentes da República têm pactuado com todos os excessos autonomistas.»

Vital Moreira, in Causa Nossa


«Só num país politicamente muito degradado é que o equilíbrio dos poderes não é um "assunto de grande importância", e a sua modificação pela calada, como neste caso, não causa preocupação. Num tempo de incerteza, é ainda mais importante ter certezas em relação às regras e aos procedimentos ao mais alto nível político. O Presidente teve razão.»

Rui Ramos, no Público

BOM SINAL

João Gonçalves 1 Ago 08



O PS não "reagiu" a Cavaco através do inócuo Alberto Martins ou do sr. Cordeiro do PS-A. Reagiu pelo dr. António Costa, um dos "donos" do regime, na "quadratura do círculo". Coisa para levar mais a sério. Ridiculamente acompanhado pelo seu pc "Magalhães", Costa proporcionou um momento de pura propaganda, tão básica como o ensino a que supostamente se destinam os 500 mil "Magalhães" de Sócrates. Como era de prever, Costa "atirou" com a Madeira para cima da mesa e considerou "desproporcionada", a diversos "níveis", a intervenção presidencial. Para ele, a unanimidade parlamentar em torno do "estatuto" do sr. César vale mais do que as inconstitucionalidades que lá vêm. Não gostou que o PR lembrasse que o sistema é semi-presidencial - acha-o, como o sr. Cordeiro, um "centralista" ultrapassado - e deu o maravilhoso exemplo da Espanha e do "alargamento" das suas "autonomias". Em suma, e isto é que interessa, o PS não gostou da intervenção do PR. Um bom sinal.

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