
O regresso de Paulo Portas à liderança do PP, sem luto nem tréguas ao seu sucessor, não parece ter acrescentado nada. Fora o desempenho parlamentar que tem sido bom, ninguém dá praticamente por isso porque a "associação" a Portas dá ar de ser fatal. O CDS/PP aparentemente não "progride", não é escutado e, pelos vistos, implode mansamente sem que o país se comova com o facto. A presença de Ferreira Leite no partido imediatamente ao lado também não ajuda. Como "direita" pura e dura, o rosto da líder do PSD, apesar das pias intenções "social-democratas", convence mais do que o do ex-ministro do fato às riscas e da gravitas ensaiada. A lenta caminhada do CDS/PP para a irrelevância não consola. É que, nessas alturas, costuma emergir o pior que se abriga nas melhores das intenções. E, nessa matéria, o CDS possui um "passado" incómodo. Em 77/78, quando "deu a mão" ao segundo governo de Soares. E em 91, quando Freitas se proclamou tão "ao centro" que tanto se lhe dava voltar a "dar a mão" ao PS como ao PSD. Nesse instante, o CDS começou a lenta agonia "transformista" que, do partido "do táxi", conduziu ao PP de Monteiro e Portas e, finalmente, de Portas só e ao seu poder efémero. O descalabro da direita de 2004/2005 não poupou Portas e Portas, com despropósito e inoportunidade, regressou antes de tempo e de tudo, não poupando o partido à sua extraordinária pessoa. Está, pois, na hora de o PP começar a rever o dr. Portas antes que o país projecte definitivamente o CDS/PP para outra galáxia.
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