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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

O OXÍMORO SOCIALISTA

João Gonçalves 27 Jul 08

A Cravinho respondeu o inefável Alberto Martins, o louvaminheiro parlamentar do governo, alguém claramente desprovido de um módico de densidade ou de interesse políticos e que está acostumado a debitar o que o mandam debitar. Lançou um oxímoro em forma de "farpa" ao seu camarada quando lhe atirou com o «quem faz deste combate uma bandeira, não o deixa a meio.» Na sua intrínseca paloncice, Martins, sem querer, deu a entender duas coisas. Primeira: Cravinho podia ter escolhido entre prosseguir o "combate" entre os seus, "fingindo" que erguia a "bandeira", e o BERD. Segunda: Cravinho e os seus "acordaram" que era melhor para ambos a sua remoção enquanto os seus prosseguiam o "combate" com a "bandeira" adequada às circunstâncias. Têm todos medo de quê?

CRAVINHO TAXISTA?

João Gonçalves 27 Jul 08


Cravinho, antigo ministro das "scut" e do betão estradal, deu por si, em dada altura, preocupado com a corrupção. A sua bancada maioritária desconfiou dos excessos do deputado e Sócrates delicadamente mandou-o para Londres. De vez em quando Cravinho vem aí para falar do leite derramado. Segundo ele, o "pacote anti-corrupção" que o PS aprovou é insuficiente e contém "factos anómalos". Mais. Cravinho considera-se "derrotado", nesta matéria, pelo seu próprio grupo parlamentar e não duvida que «na grande corrupção de Estado, toda a gente tem a sensação que estamos numa situação muito complicada e em crescendo (...) porque a grande corrupção considera-se impune e age em conformidade e atinge áreas de funcionamento do Estado, que afectam a ética pública.» É um ex-dirigente do PS e um seu antigo ministro do "equipamento"que diz isto. Não é um taxista qualquer. Por que é será que ninguém lhe liga?

NOVAS ERAS

João Gonçalves 27 Jul 08


Por cada novo "investimento" que promete ou celebra, Sócrates fala numa "nova era". Teoricamente, ele e o imaginativo Manuel Pinho andam, há quase quatro anos, a inaugurar "novas eras" dia sim, dia não. Pinho, o proto-ministro da cultura, até fala em "direcção comercial de luxo" para se referir ao governo e à sua extraordinária "vocação negocial" com gente tão improvável quanto imprevisível. Em breve, no ano que se segue, haverá ocasião para avaliar as "novas eras", em tese abertas por Sócrates e pelos seus ajudantes "de luxo". Numa delas, lembram-se decerto, garantia-se cento e cinquenta mil novos empregos numa legislatura. O camarada de Sócrates que preside à Câmara de Évora estava muito contente porque a "nova era" que abriram ontem por perto representará mais não sei quantos postos de trabalho e menos desertificação alentejana. A ver vamos. Era bom que os nossos jornalistas, sempre tão atentos, venerandos e obrigados ao poder socialista, começassem a preparar dossiês, preferencialmente isentos, sobre o que deram as "novas eras" sugeridas por Sócrates em quatro anos. Onde estão, o estado em que encontram e os benefícios que trouxeram. Nicolau Santos, por exemplo, podia "coordenar" esse trabalho já que é tão levianamente impressionável por "anúncios". Aguarda-se o balanço.

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