Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]

portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

LER OUTROS

João Gonçalves 23 Jul 08


1. Baptista-Bastos, o melhor "retrato" do promissor dr. António Borges:«O dr. Borges, ao que me dizem, é o resultado de uma adição entre conhecimentos gerais de economia e absolutos desconhecimentos da realidade concreta.»
2. Mário Soares, o melhor candidato a sucessor de Herman José como o maior cómico do regime: «O capitalismo financeiro, especulativo e dito de casino, do séc. XXI, e o descalabro a que está a conduzir o Ocidente - e as desigualdades e exclusões sociais que provoca - suscitam uma nova reflexão sobre a obra de Marx.»
3. Rui Ramos, a melhor análise sobre a "câncização" do problema da pobreza acantonada em bairros "multiculturais" correctos (Público, sem link): «Eis a tragédia da pobreza: em troca do alívio público das suas carências, milhares de famílias tornaram-se carne para os canhões burocráticos e intelectuais do Estado Social.»

O EMBUSTE - 2

João Gonçalves 23 Jul 08


A OPART "atacou" de novo. Desta vez para "apresentar" a temporada de ópera. Apanhei o resumo da coisa por uma jornalista da Antena 1, no carro. "Muito economês e pouca música", disse ela. O presidente da OPART falou em números - de espectadores, de récitas, de concertos, de outros espectáculos -, da crónica falta de dinheiro e da sua aparente habilidade para "contornar" os "recursos" a menos. Na reportagem ouviu-se o director artístico, o alemão Dammann, a murmurar umas vacuidades e o dito presidente a "justificar" o fracasso de Das Märchen, de Emmanuel Nunes. Retive a continuação da tetralogia de Wagner, iniciada por Pinamonti, e uma coisa qualquer encenada por Maria Emília Correia. Também retive que não esteve presente ninguém do ministério de Pinto Ribeiro, designadamente a sua secretária de Estado que, por acaso, foi da direcção do Teatro noutra encarnação. Uma vez que o presidente aprecia - e só lhe fica bem - falar tanto em números, convinha que esclarecesse, por exemplo, os valores reservados para o funcionamento do São Carlos (sobretudo despesas com pessoal e outros "quadros") por comparação com os afectos à produção artística, aquilo que verdadeiramente justifica o único equipamento cultural destinado especificamente ao teatro lírico. Os contribuintes, pode ter a certeza, ficar-lhe-iam tão gratos como surpreendidos.

EM BOAS MÃOS

João Gonçalves 23 Jul 08


Em apenas oito meses, é a terceira vez que Sócrates e o sargentão venezuelano se encontram para tratar de "negócios". Angola é, por sua vez, o maior accionista do BCP e outro "amor de estimação" da diplomacia nacional. Aprendi na história diplomática do prof. Borges de Macedo que a nossa independência era mantida através de um permanente equilíbrio entre a fronteira marítima e a fronteira terrestre. No dia em que os mesmos tomaram conta de ambas, perdemos a independência na ordem externa. A fronteira terrestre é hoje, através da Espanha, a UE, um conceito geoestratégico indefinido que, em tese, pode terminar na Rússia. A marítima vai do Brasil ao norte de África, passando, com dedicação servil, pelas ex-colónias, especialmente Angola. É, como já o disse, uma diplomacia de tesos num mundo sem independências bem recortadas. O "ocidente" está cada vez mais prisioneiro destas "novas fronteiras". Veja-se o trajecto de Chávez nesta sua descida ao velho mundo. Portugal, a pobre periferia de tudo, tem de fazer de "maria-vai-com-as-outras" a reboque do "ocidente" vergado a estas maravilhosas "novas emergências". Estamos em boas mãos.

O EMBUSTE

João Gonçalves 23 Jul 08


Estamos em Julho. Em qualquer país "médio" da Europa, as temporadas de ópera já estão, de há muito, anunciadas. Por cá, o melhor que a OPART - que gere em conjunto a Companhia Nacional de Bailado e o nosso único teatro de ópera, o São Carlos - consegue anunciar é um eterno "Quebra-Nozes", dançado no palco do S. Carlos, lá para Novembro e Dezembro. De ópera, nem um pio. O dr. Pinto Ribeiro, numa das suas raras intervenções como ministro da cultura, não se mostrou agradado com a OPART, um embuste que serviu apenas para remover Paolo Pinamonti da direcção do Teatro. Está mais do que na hora de tirar daí as devidas ilações.

Pesquisar

Pesquisar no Blog

Últimos comentários

  • Gabriel Pedro

    Meu Caro,Bons olhos o leiam.O ensaio de Henrique R...

  • Maria Petronilho

    Encontrei um oásis neste dia, que ficará marcado p...

  • André

    Gosto muito da sua posição. Também gosto de ami...

  • Maria

    Não. O Prof. Marcelo tem percorrido este tempo co...

  • Fernando Ferreira

    Caríssimo João, no meio da abundante desregulação ...

Os livros

Sobre o autor

foto do autor