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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

A BEAUTIFUL WORLD

João Gonçalves 19 Jul 08


A propósito da "Quinta da Fonte" e das redacções escolares que proliferam nos jornais e nalguns blogues sobre "racismo" e "multiculturalismo", convém lembrar o seguinte. Embora haja brancos que gostavam de ser pretos e pretos que gostavam de ser brancos, um branco é um branco e um preto é um preto. Tal como um cigano é um cigano embora haja muitos brancos e pretos que gostavam de ser ciganos e alguns ciganos (poucos, de certeza, porque são mais convictamente ciganos do que um branco é convictamente branco ou um preto convictamente preto) que porventura gostariam de ser brancos ou pretos, dependendo da qualidade do "negócio". Há dias, numa paragem de autocarro, um preto dizia aos brancos presentes que eles tinham de "pagar" os 500 anos de "África minha". Era por isso, esclarecia enquanto chupava um "calipoo", que eles- presume-se, os pretos - por cá andavam. É este o sentido oculto daquele disparate do "todos diferentes, todos iguais" que provoca sempre frémitos pungentes nas almas mais sensíveis como os comentadores Tavares ou Câncio, por exemplo. Nada como um preto para o explicar. Seja numa paragem de autocarro, seja aos tiros em Loures.

O LEÃO FERIDO

João Gonçalves 19 Jul 08


A minha primeira "recordação" do Major Valentim Loureiro é da Avenida dos Aliados, no Porto. Era a véspera da 1ª volta das eleições presidenciais de 1986. Soares encerrava ali a campanha com um comício. Não falou. Estava afónico. Por ele falaram Maria Barroso e o Major. A imagem é inesquecível. Valentim Loureiro berrava o mais que podia com duas bandeirinhas do PSD, uma em cada mão. O desfecho é conhecido. Passaram mais de vinte anos. Pelo caminho, Loureiro foi tudo o que quis e que o deixaram ser. Da bola às Câmaras, dos cargos "institucionais" aos simbólicos, o Major defendeu sempre as suas "causas" com estrondo e vigor. Ficou célebre a rábula dos electrodomésticos em troca de votos. Apareceu ao lado do poder, independentemente da cor, e não consta que tivesse sido sacudido. Só Marques Mendes lhe fez a "desfeita" de o não querer. Mesmo assim, sozinho, ganhou. Agora caiu do pedestal em que o regime o tinha colocado. Valentim Loureiro tem uma "biografia" que se confunde com o "chico-espertismo" que domina a sociedade portuguesa desde os tempos das antigas colónias. O regime deu-lhe a mão e ele deu a mão ao regime. A peripécia judicial ainda não terminou por causa dos recursos. Todavia, a sua simples existência e as conclusões de uma 1ª instância já determinaram a "queda" deste falso anjo. É altura de o regime arranjar o seu privativo parque jurássico no qual caibam os seus leões e as suas pombas. Valentim é, goste-se ou não dele, um leão. Está ferido mas não está morto.

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