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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

IMPUREZAS

João Gonçalves 12 Jul 08

A notícia de uma investigação ao dr. António Nunes, director da ASAE, por causa do momento em que foi director-geral de viação, só pode ter uma explicação: há pessoas que querem continuar a comer descansadas com as mãos.

UM ESCRITOR CONFESSA-SE

João Gonçalves 12 Jul 08

Aquele romancista português - concorrente na qualidade da prosa com a Sra. D. Rebelo Pinto - que dirige o semanário Sol e que possui uma "intuição" política muito especial digna do prof. Karamba, vaticinou que «se à frente do país estiver uma governante macambúzia e triste, Portugal tornar-se-á facilmente um imenso velório.» O arq. Saraiva prefere o quê? Um circo de idiotas felizes pastoreado, em alternância, por palhaços ricos e pobres?

O MUNDO QUE EU PERDI - 1

João Gonçalves 12 Jul 08



Mara Zampieri e Renato Bruson em Macbeth, de Verdi, Ópera de Berlim.

A FACHADA INACABADA

João Gonçalves 12 Jul 08


O advogado Pinto Ribeiro, que está a fazer as vezes de ministro da cultura, acedeu falar ao Expresso, a gramática jornalística do regime. Ao contrário do que quiserem fazer crer, Pinto Ribeiro não tem um pingo de interesse. Não acrescenta nada ao governo de Sócrates que, muito eloquentemente, não lhe liga nenhuma. Apesar de afirmar que "faz política para que outros façam cultura", Ribeiro, na realidade, tem-se salientado por não fazer nada. Agarrou-se à língua como gato a bofe e apenas como defensor do medonho "acordo ortográfico". Justifica isso com esta trivialidade digna de uma jovem professora do ensino básico da Buraca: «somos e sentimos através da língua, relacionamo-nos, namoramos, fazemos negócios.» Depois, vá lá, suspendeu o "Museu do Mar da Língua", uma extravagância da voluntarista que o antecedeu, e promete "multiplicar" o que não tem: «quanto mais me derem, mais espero multiplicar.» O resto do "programa", para o qual ele não possui um tostão, ao contrário do seu "concorrente" Manuel Pinho, é o do costume. O governo não precisa "deste" ministro sem força política que, cada vez mais me convenço, foi trocado à nascença como inquilino da Ajuda. Está bem para a fachada inacabada do Palácio.

JORNALISMO DELGADO

João Gonçalves 12 Jul 08

«As medidas que vêm sendo tomadas em democracias formais de limitação das liberdades são preocupantes não só em si como pelo silêncio dos próprios media e jornalistas, as suas primeiras vítimas. A maioria dos jornalistas portugueses que escrevem notícias está proletarizada, tem de seguir o que agrada ao chefe e ao patrão, seja ele privado ou público. E parte do jornalismo de elite vive no mundo do poder: há colunas de comentário de alguns jornalistas que defendem quase sempre o poder político-económico e atacam as oposições, todas elas. São jornalistas de green & PIN, vêem o país a partir do green de um golfe ou de uma varanda de resort PIN.»

Eduardo Cintra Torres, in Público

O PRESIDENTE DO CLUBE PRIVADO

João Gonçalves 12 Jul 08


Acordei tarde, vítima da greve parcial da "groundforce" do aeroporto da Portela - prepare-se quem tiver de viajar nos próximos dias porque passará a "total" -, e acordei com a Maria Flor Pedroso a entrevistar o dr. Jaime Gama na Antena Um. Gama é o género de pessoa em quem, se fosse militante do PS, votaria tranquilamente para chefe. Não se confunde com o formigueiro que pastoreia, soberano, do alto da mesa do Parlamento. Não aprecia ruído. A sua formação filosófica, certamente pessimista, não o compromete demasiado com a vulgaridade parlamentar. Deixa-os, literalmente, falar. Governo incluído. Faz a rábula de quem defende que o "debate político" está "centrado" na AR e que isso é um sinal da "maturidade" dos "protagonistas", dos de lá e dos do governo. Graceja incorrectamente com as "quotas" afirmando que melhora a "estética" parlamentar. E termina a entrevista com a escolha musical a recair em Carla Bruni, contra a "indiferença" e contra a "Europa do nosso descontentamento". Como são tão hegelianos estes nossos políticos açorianos, sempre a deambular na catedral gótica que têm dentro das suas insulares cabeças. Todavia, nem por isso Gama consegue livrar-se daquilo a que preside e que, nas palavras de Vasco Pulido Valente, não passa de «um clube privado que, de quando em quando, a televisão mostra a um país mais do que indiferente», no qual vagueiam «a indigência intelectual, a mesquinhez de propósito, a irresponsabilidade política.» Em suma, gente de quem «não se pode esperar nada.» Gama, na verdade, merecia melhor.

A DERROTA DO PENSAMENTO

João Gonçalves 12 Jul 08


Os inventores das "novas oportunidades" têm aqui a ocasião de criar mais um cursinho "técnico-profissional". We are the world, we the children.

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