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portugal dos pequeninos

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MÉTODO NA LOUCURA

João Gonçalves 9 Jul 08


O pequeno que entrevistou Medina Carreira na SIC é um brincalhão "sistémico" que diz que "nós, jornalistas, temos de acreditar em qualquer coisa". Ele dá ideia que acredita bastante no PS e no governo. De resto, Medina Carreira é muito prático. O governo é excessivo e ridículo, o "bom caminho" não é o que prega o governo pela voz do pequenino jornalista, vivemos num circo, numa palhaçada, não há "reformismo", há espectáculo, os que ousam pensar vão-se embora (citou Cravinho e Carrilho), o crime compensa, a corrupção compensa, a "educação" é criminosa, os manuais escolares são para analfabetos e lá para 2020 seremos os mais pobres da UE. Defensor do presidencialismo, como eu, Medina Carreira seguramente passa por louco junto dos "certinhos" do regime, da esquerda à direita. Prestem-lhe mais atenção porque há método naquela loucura.

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O REFORMISTA IMPENITENTE

João Gonçalves 9 Jul 08

Fora o dinheiro - algo que, num país de famélicos, impõe "respeitinho" - não enxergo o que é que habilita particularmente o dr. José Miguel Júdice a "comentador" da pátria. O dr. Júdice, como se não bastasse a sua ziguezagueante "intervenção" pública, também opina na SIC-Notícias com António Barreto. Aliás, são de uma comovente cumplicidade mútua. "Zé Miguel" para lá, "António", para cá e o pobre Teixeira a fazer de ponto. No último programa, de que a SIC emite excertos como se estivéssemos perante uma homilia, Júdice "bateu" na dra. Leite, nos portugueses em geral e nos funcionários públicos, em particular, por causa das "reformas" e das "mudanças". Segundo este antigo discípulo de Primo de Rivera (porventura o seu melhor "momento"), nós não apreciamos as "mudanças" e as "reformas" que nos conduziriam aos céus "socráticos". Não. "Isto" não "muda" nem se "reforma" porque os portugueses em geral e os funcionários públicos, em particular, não seguem exemplos como os do dr. Júdice, um fantástico "reformista" por natureza. O dr. Júdice, por pudor, devia privar-se de falar tantas vezes no Estado e nos seus servidores já que não tem razões para se queixar. Mais. O dr. Júdice foi vice-presidente do PSD e não consta de nenhum rodapé de jornal de província qualquer remoto contributo seu para a "mudança" e para a "reforma" da nação. Pelo contrário, o dr. Júdice está sempre atento às subtilezas do Príncipe na esperança de que o Príncipe acompanhe as suas. Lamento a entrega da opinião que se publica a estes inócuos mandarins. Com gente como Júdice, exclusivamente preocupada com a sua "mudança" e com a sua "reforma", é que, de certeza, isto não vai a lado algum. Por que é que não vai derramar para a Quinta das Lágrimas?

A ABOLIÇÃO DA REALIDADE

João Gonçalves 9 Jul 08

«Nos últimos tempos, poucas vezes os portugueses deixaram a realidade incomodá-los. Há uns dez anos que as faculdades de Economia emitem um ruído permanentemente angustiado acerca da queda de quase todos os indicadores de saúde económica nacional. E como passámos nós esta década devastadora? Num dos países europeus com mais casas, mais carros, mais telemóveis e mais centros comerciais. Para a perfeição, só nos faltou um detalhe: atribuir ao Governo ou à Assembleia da República o direito de emendar as publicações do INE e do Banco de Portugal, de modo a podermos olhar para estatísticas à altura, não dos recursos que temos, mas dos recursos que gastamos.»

Rui Ramos, in Público

O REFUGIADO

João Gonçalves 9 Jul 08


O dr. Vale e Azevedo declarou-se, em Londres, um "refugiado político". Segundo a justiça inglesa, o empresário português tem mantido com ela uma relação tão equilibrada que lhe basta que Vale entregue o passaporte em vez de entregar a sua extraordinária pessoa. Quanto à nossa justiça, o insigne português disse, uma vez mais, tudo. Ao referir-se a si mesmo naqueles termos, Vale e Azevedo sentenciou que a justiça nacional se move noutra "esfera", isto é, toma decisões políticas, presumindo-se, seguindo sempre Vale, que a trafulhice e a aldrabice em larga e alta escala também consiste, muito prosaicamente, em "política". O empresário, recorde-se, é um brilhante produto do "glamour" democrático. Nunca se esqueçam, quando encherem a boca de democracia, que ela - a nossa especialmente - é como um "pacote" em que, para sermos coerentes, temos de a aceitar na íntegra. No "pacote" vem a justiça, a política, a bola, as televisões, etc., etc. e estimáveis criaturas como o dr. Vale e Azevedo. Ele "fugiu" do "pacote" quando o "pacote" deixou de o servir. Querem melhor exemplo do "liberal" português?

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