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portugal dos pequeninos

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NÃO HÁ EXPLICAÇÃO POSSÍVEL

João Gonçalves 4 Jul 08


Duas sondagens distintas, a do sr. Oliveira e Costa para a SIC e a da TVI, revelam que os sondados dão razão à dra. Ferreira Leite em matéria de obras públicas. Isto é, não enxergam facilmente o "bem" que o governo lhes pretende prodigalizar através de um novo aeroporto, de mais faixas de rodagem, de umas barragens e do TGV quando mal têm dinheiro para o básico "cabaz de compras". Por consequência, e indirectamente, pelo menos nesta matéria o português médio está mais próximo de Ferreira Leite que do extravagante Mário Lino ou do "ânimo" e da "coragem" do primeiro-ministro. Acabou o argumentário trivial do "é preciso explicar". Já não há explicação possível.

A FICÇÃO

João Gonçalves 4 Jul 08


Sem se rir, Maria de Lurdes Rodrigues falou, a propósito dos exames nacionais do secundário, em "ter orgulho" e em ser "optimista". Lurdes Rodrigues, que começou na realidade, termina totalmente fora dela. Os exames de matemática mereceram um sorriso desdenhoso dos alunos (os cábulas fartaram-se de gozar com os "marrões" pela perda de tempo) e a "média "do português do 12º é um maravilhoso nove vírgula sete (9,7). Como escreve Maria Filomena Mónica no Público, estamos «a formar uma geração incapaz de pensar, de falar e de escrever.» Lurdes Rodrigues preside, a partir da 5 de Outubro, a uma perigosa ficção que só por necessidades básicas de propaganda passa por "optimismo". Eu teria vergonha em me "orgulhar" dela.

JULY, 4

João Gonçalves 4 Jul 08


«On July 4, 1826, Jefferson died. For posterity he wanted to be known as the author "of the Declaration of American Independence, the statute of Virginia for religious freedom, and father of the University of Virginia." A few hours later, the dying John Adams said, "Thomas Jefferson still lives." But Jefferson had already departed. John Adams had his epitaph ready; it was to the point: "Here lies John Adams, who took upon himself the responsability of the peace with France in the year 1800"."Let us now praise famous men and our fathers that begat us", as the New England hymn of my youth, based on Ecclesiacticus, most pointedly instructed us.»

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NO PAÍS DAS MARAVILHAS

João Gonçalves 4 Jul 08

Portugal não é, afinal, mau para todos. A empresa "Águas de Portugal" - de que o engº Mário Lino, o profeta das obras do governo de Sócrates, foi administrador até Março de 2005 - teve aquilo a que, em linguagem técnica, se chama de incrementos negativos entre 2004 e 2006, e em linguagem chã, prejuízos. Mesmo assim, conseguiu perpetrar o "milagre" da reprodução desses incrementos negativos, premiando administradores e trabalhadores com os habituais carrinhos, presume-se, pelos excelentes resultados. Razão tem aquele a que o "menino de ouro do PS" apelidou do seu único erro de casting, Luís Campos e Cunha. Estar no governo é como Alice no país das maravilhas, "o mundo altera-se". Com governantes milagreiros como Lino/Alice, quem é que não pode deixar de apreciar este país das maravilhas onde o "mundo" se "altera", todos os dias, a olhos vistos? O mundo, o real, é que está errado.

DOIS EM UM

João Gonçalves 4 Jul 08

«E o que vai [Sócrates] fazer? Nada, naturalmente. Vai continuar, como de costume, a "vencer" a "crise interna" (a espremer o contribuinte). E vai "enfrentar" a "crise externa", com imensa "confiança", "determinação" e "coragem": o que, embora bonito, não promete aliviar o cidadão arruinado ou desempregado. Sucede que Sócrates não se interessa por isso. O que ele quer é introduzir na cabeça de cada presuntivo eleitor uma divisão nítida entre o Sócrates da "crise interna", ele mesmo o herói, e o Sócrates da "crise externa", o mártir da história. E quer também que, em Outubro (ou Julho) de 2009, os portugueses, com esta essencial diferença em mente, votem no Sócrates doméstico do défice e das "reformas". Infelizmente para ele, na miséria geral, ninguém se irá lembrar dessa personagem.»

Vasco Pulido Valente, in Público

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