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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

SEM CONVERSAS MARICAS

João Gonçalves 20 Jun 08


Salvo um ou outro recurso ao inevitável "calão" partidário, Manuela Ferreira Leite estreou-se no congresso de Guimarães com um discurso como já não se ouvia desde 1985. Isto é, sem conversas maricas.

SUMÁRIO DA PATRANHA

João Gonçalves 20 Jun 08

«O Tratado de Lisboa é uma versão da Constituição Europeia, que não ousa dizer o seu nome. Foi feito disfarçadamente para parecer tão complicado que não lembra o original. Está cheio de truques e de subterfúgios. No ano passado só houve um fio condutor na preparação do novo tratado, e esse fio condutor foi usar todos os artifícios inclusive o dolo, a pressão, a chantagem, para evitar que o Tratado fosse a votos em qualquer sítio na Europa. Sobrava a arcaica Irlanda que ainda tinha a obrigação referendária na sua Constituição. Mas não devia haver problema, como se atreveria esse povo de beatos, freiras, proto-nazis, bêbados, brigões, e comedores de batata, a por em causa o projecto iluminista do nosso tempo, a Europa? Se tivessem lido Joyce, Yeats ou J. M. Synge saberiam que eles não são de fiar.Agora querem-nos expulsar da Europa, querem tornar um fardo para o governo irlandês o voto democrático dos seus concidadãos e dizem-lhe com arrogância: consertem lá o brinquedo senão vamos brincar para outro lado. Em Portugal também isto foi dito, sem sequer o temor de perceber que esta violência verbal ressabiada ter sido apenas dirigida a um pequeno país e nunca ter sido usada para, por exemplo, a França que votou um sonoro “não” à refulgente Constituição. Quando do “não” na Holanda e na França ninguém disse aos dois países para não empecilharem a Europa e saírem pela porta da rua da União.»

José Pacheco Pereira, in Abrupto

DA INFLUÊNCIA

João Gonçalves 20 Jun 08


A propósito de Victor Wengorovious, Medeiros Ferreira escreve: «Nunca o vi dissimular, induzir em erro, colocar os fins ao serviço dos meios, intrigar entre pessoas. O porquê dessa renúncia a cargos, ou a manter-se um «influente» na sociedade portuguesa continua a ser um mistério.» Com o devido respeito pela memória de um e pela amizade pelo outro, não existe nenhum "mistério". Como é que alguém, "sem dissimular, induzir em erro, colocar os fins ao serviço dos meios, intrigar entre pessoas", podia aspirar sequer a "manter-se um «influente» na sociedade portuguesa?"

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