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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

A "DOUTRINA"

João Gonçalves 19 Jun 08


Pacheco Pereira "não conta" mudar a sua condição de militante de base. Aceita-se com dificuldade mas percebe-se. A dra. Manuela pode sair de Guimarães com uma trupe embaraçante. E Pacheco não é propriamente dado a embaraços. A "doutrina" não segue o circuito fastidioso da carne assada ou dos "consensos alargados". Estes é que a devem seguir.

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RIENZI, ABERTURA

João Gonçalves 19 Jun 08






Homenagem a um rapaz chamado (injustamente) Schweinsteiger.

CONTINGÊNCIAS

João Gonçalves 19 Jun 08

É o título do blogue de um socialista livre, polémico e ironista no sentido que Richard Rorty fornece para o termo:

«Uso o termo "ironista" para designar o tipo de pessoa que encara frontalmente a contingência das suas próprias crenças e dos seus próprios desejos mais centrais - alguém suficientemente historicista e nominalista para ter abandonado a ideia de que essas crenças de desejos centrais estão relacionados com algo situado para além do tempo e do acaso. Os ironistas liberais são pessoas que incluem entre esses desejos infundáveis a sua esperança de que o sofrimento venha a diminuir e de que a humilhação causada a seres humanos por outros seres humanos possa terminar.»

AGUIAR-BRANCO, COM HÍFEN

João Gonçalves 19 Jun 08


Consta que o dr. Aguiar-Branco, com hífen, "ameaçou" abandonar o PSD se não for ele o escolhido para dirigente parlamentar da banda. Uma pessoa destas, com hífen, não pode admitir que alguém que o supera política e intelectualmente, como Paulo Rangel, e a quem calhou ter sido secretário de Estado da criatura, possa ocupar o cargo. É caso para dizer: porta da rua, serventia da casa.

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AS VACAS SAGRADAS

João Gonçalves 19 Jun 08


«Nem Gordon Brown leva em conta o resultado do referendo irlandês.» O sr. Brown, um manifesto trambolho político escolhido por Blair para não ofuscar a sua "memória", é o quê? Mais uma vaca sagrada?

A DEBILIDADE DE CARÁCTER

João Gonçalves 19 Jun 08


O PS aprova, no Parlamento, uma "comissão" qualquer para a "prevenção da corrupção". Depois de ter removido o herói Cravinho para Londres, o PS aparece agora a tapar o sol com a peneira habitual de uma "comissão". A retórica do combate à corrupção é a melhor maneira de não fazer nada. Sobretudo quando a noção de corrupção é atomística e equívoca. Num Estado e numa sociedade civil pouco mais do que latino-americanas, a corrupção começa logo nos bancos da escola. O "copianço" é corrupção. O favorecimento dos conhecidos e o desprezo pelos anónimos nas mesmas circunstâncias dos conhecidos é corrupção. O não cumprimento de prazos e a não satisfação de pretensões legítimas por causa da exibição gratuita de poder é corrupção. Andar com os amigos ao colo do favor é corrupção. Em suma, e eu até nem gosto de futebol, a corrupção não está toda concentrada no esférico. Em trinta anos de democracia construíram-se fortunas e estabilizaram-se hábitos no Estado e na sociedade civil que são meras consequências de debilidades de carácter. A debilidade de carácter é a fonte da corrupção. Podem criar mil comissões que jamais conseguirão eliminar uma verruga entranhada. Não se pode remar contra a natureza das coisas, já dizia o escorpião à tartaruga.

O INSUBSTITUÍVEL

João Gonçalves 19 Jun 08

Pinto Ribeiro apareceu ontem para zurzir em Pires de Lima. A "produção fictícia" que ocupa a pasta da cultura emergiu apenas porque alguém lhe soprou que era necessário defender o ex libris Bénard da Costa contra uma deputada do partido da maioria. O "salazarinho" da Cinemateca pode realmente muito. Tanto que até obriga Pinto Ribeiro a mostrar que existe. País tão cheio de insubstituíveis como os cemitérios.

«ALLES WAS IST, ENDET»

João Gonçalves 19 Jun 08


«Wie alles war - weiß ich; wie alles wird, wie alles sein wird, seh' ich auch, - der ew'gen Welt Ur-Wala, Erda, mahnt deinen Mut. Drei der Töchter, ur-erschaff'ne, gebar mein Schoß; was ich sehe, sagen dir nächtlich die Nornen. Doch höchste Gefahr führt mich heut' selbst zu dir her. Höre! Höre! Höre! Alles was ist, endet. Ein düst'rer Tag dämmert den Göttern: dir rat' ich, meide den Ring!»

(Richard Wagner, Das Rheingold)

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