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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

CASADOS DE FRESCO

João Gonçalves 17 Jun 08


Depois de uma decisão judicial, a Califórnia governada pelo "exterminador implacável" passou a autorizar casamentos entre samesexers. Logo no primeiro dia teve lugar uma verdadeira correria para perpetrar a referida contratação, marcada, segundo as "agências", pela comovente união entre duas velhinhas de oitenta anos, uma da quais compareceu na sessão de cadeira de rodas. A decadência da instituição mede-se por estas frivolidades. Pelo andar da carruagem, o vetusto contrato mudará das mãos maioritárias para as outras. Samesexers parecem manifestar mais interesse nele do que um homem e uma mulher. Não lhes basta a tutela jurídica da relação sem a forma de um contrato concebido para entes de sexo distinto. E porquê? É preciso mostrar ao mundo o casamento como um espectáculo diferente do habitual, como uma "conquista" social e cultural e, a avaliar pelas contas feitas hoje na Califórnia, comercial. Haverá coisa mais foleira e trivial do que esta?

24 HORAS NA VIDA DE UMA MULHER

João Gonçalves 17 Jun 08

José Medeiros Ferreira esteve a ler Ferreira Leite. É a prova viva de que há homens que, apesar das aparências, não pensam em futebol 24 horas por dia.

SE NA HOLANDA...

João Gonçalves 17 Jun 08


«A majority of the Dutch is against the Treaty of Lisbon, according to a poll by Maurice de Hond. But the Netherlands is going ahead with its ratification. If the Netherlands were to hold a referendum now on the new EU treaty, 54 percent would vote against it, De Hond reported. He polled the views of the Dutch after the Irish rejected the treaty last week. A majority (56 percent) wants the Netherlands to also hold a referendum on the Treaty of Lisbon. It is an adaptation of the European Constitution, on which a referendum was held in the Netherlands in 2005 - which rejected it by 62 to 38 percent.»


in Margens de Erro.

DA CEDÊNCIA

João Gonçalves 17 Jun 08


O dirigente da CGTP, Carvalho da Silva, acusou o governo de "ceder". Não de ceder à imensa "vanguarda" representada pela sua central sindical, mas antes ceder aos "pequenos grupos", a "interesses" difusos como se viu, acha Carvalho, no affair dos camionistas. Sempre pensei que a CGTP - ao contrário da UGT que é, no essencial, uma secção do PS e do PSD - vivia para obrigar os governos a "ceder". Ora Carvalho da Silva aparentemente não admite "cedências" porque um governo dito socialista não pode "ceder" à sua fronteira direita ou a corporações de origem duvidosa, isto é, não acarinhadas pela CGTP e pelo PC. Criou-se em torno dos camionistas o mito do "lock-out" como se as pequenas e médias empresas de camionagem - algumas delas constituídas apenas por um camião - "ameaçassem" o regime. Carvalho da Silva, ilustre membro do regime, também não gostou de se sentir "ameaçado". Como ensina o Aron, a esquerda continua a ser atravessada por esta "luta duvidosa" em que a linguagem esconde o pensamento e em que os "valores" podem ser traídos se outros mais altos se levantarem. Onde se ergue a CGTP, mais nada nem ninguém pode erguer-se. Cedência só há uma, à da central do dr. Carvalho e mais nenhuma.

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