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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

EU FICO

João Gonçalves 3 Jun 08


Paulo Portas e o seu partido, entidades que não têm sido contempladas com a devida atenção por parte dos portugueses, protagonizam uma boa oposição "técnica" ao governo. Foi isto que o líder do PP, com mediana razão, tentou explicar a Constança Cunha e Sá. E a política? Portas disse duas coisas interessantes. A primeira, afirmou-se de "direita". Apesar do decurso do tempo, ainda subsiste em muita gente o receio de, preto no branco, se dizer de "direita". Viu-se recentemente o embaraço dos três candidatos à liderança do PSD, perdidos no labirinto ideológico da "social-democracia" e do "liberalismo". A segunda, que não existe apenas a estabilidade governativa. Também há, disse Portas, estabilidade "parlamentar". Feitas as contas verosímeis, o PP quer "contar" nem que seja na AR, sobretudo num cenário de perda (ou de ausência) de maioria absoluta. A última vez que um dirigente do CDS manifestou "disponibilidade" para contribuir para a "estabilidade" - leia-se, para se juntar ao PS ou ao PSD, dentro ou fora do governo - foi com Freitas do Amaral. Valeu-lhe, se não erro, quatro por cento dos votos. Fica, pois, Paulo. Mas vê lá bem onde.

"A VOCIFERANTE MATILHA DO ESPECTÁCULO"

João Gonçalves 3 Jun 08


Um livro que é uma conferência, uma conferência que fez os bonzos (e não só: Habermas, por exemplo) rosnar de "indignação". Regras para o Parque Humano, de Peter Sloterdijk (Angelus Novus). Altamente recomendável em tempos de "Euro-circo". «O humanista devia cortar com o hábito da própria bestialidade potencial e distanciar-se da escalada desumanizadora da vociferante matilha do espectáculo.»

O ECLIPSADO

João Gonçalves 3 Jun 08

Foi preciso deixar de ser ministra da Cultura para Isabel Pires de Lima, por uma vez, ter razão. «Não será o Acordo que fará o português ganhar um único leitor, um só falante ou o direito a ser língua veicular num único forum internacional», escreveu ontem no DN. O seu sucessor, o fantasticamente inócuo Pinto Ribeiro, não pensa assim. Anda com o "acordo ortográfico" ao colo em todas as visitas que faz lá fora (é só o que tem feito) e usa um argumentário confrangedor para o sustentar. Ribeiro não sabe defender a língua portuguesa. Não existe como ministro nem garante os "mínimos" como tal. Não vale politicamente nada.

A PERSONAGEM

João Gonçalves 3 Jun 08


A esquerda da esquerda da esquerda portuguesa organiza um evento folclórico qualquer. O país - não falo dos jornais, das televisões, dos blogues ou de meia dúzia de restaurantes de Lisboa - ignora muito adequadamente o ruído. Tornou-se, no entanto, "importante" porque o bardo Manuel Alegre participa. Alegre regressou à sua angústia do milhão de votos, mortos e enterrados em Janeiro de 2006. O BE, uma espécie de sugadora profissional, aproveita a "disponibilidade" do vate. Para tranquilizar o autor de "Cão como nós", se eu fosse Sócrates, telefonava-lhe uma vez por mês a garantir-lhe a candidatura presidencial que o PS tem de apoiar para ornamentar a reeleição de Cavaco. Alegre aprecia estas batalhas à Dumas. Para quê contrariar a personagem?

HIPÓTESES

João Gonçalves 3 Jun 08

Sócrates está mais inseguro e tenso. O lançamento do TGV, no Alentejo, "saiu-lhe" mal. É coisa manifestamente mal explicada. Mas está longe de estar "perdido". Concordo com o Pedro Magalhães, no Público. «Se for verdade - como a maior parte dos estudos sugerem - que os eleitores são especialmente sensíveis às tendências de curto-prazo, as "hipóteses eleitorais de Sócrates" podem não estar a ser tão "tramadas" como, dos dois lados da barricada política, se parece supor.» Esperemos, pois, confiantes pela dra. Manuela.

Adenda: Boazinha, boazinha é a Constança Cunha e Sá que, para a sua entrevista semanal na TVI, escolheu Paulo Portas. Portas vai apresentar uma inútil moção de censura ao governo. Este exercício frívolo não torna a "sua" direita mais audível ou respeitável. Pelo contrário, reforça o "mito" Ferreira Leite: autoridade, credibilidade, discrição e prudência. Tudo o que a "direita" aprecia. Portas continua a esbracejar no deserto. Mas os amigos são para as ocasiões.

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