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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

FEIRA CABISBAIXA

João Gonçalves 28 Mai 08

Passei rapidamente pela feira do livro de Lisboa. E tive saudades da feira de quando andava no liceu e na universidade. Em editoras com patine há fotos de gente que nunca vi e que passam por escritores que coexistem com "casos" como o "pai afectivo" da Esmeraldinha. A "zona demarcada" da LeYa, com seguranças e meninos e meninas "fardados" com a "marca", é digna de uma feira do livro em El Salvador. Tudo tem, em geral, um ar pindérico. Nem o tempo ajuda. Por pouco mais de dois euros, "trouxe" um Eduardo Prado Coelho que não tinha. Aquilo é tudo menos o "fio da modernidade" do título do livro. É apenas triste.

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A FRASE

João Gonçalves 28 Mai 08


Ao contrário do que aconteceu na TVI, Ferreira Leite não "ganhou" este debate na SIC. Revelou a sua maior debilidade que consiste em não querer ser uma "política" vulgar, isto é, alguém que se expõe e que é tagarela. É certo que esta fraqueza "estrutural" é a sua maior força "estratégica". Fala mais para "fora" do que para "dentro" o que lhe deve custar uns quantos votos da "rapaziada". Passos Coelho foi mais "boneco" do que tem sido e, embalado pela própria vaidade, caiu no erro de se levar a sério, de novo sob o olhar maternal da dra. Manuela. Patinha deu um misto de aula de economia e de magia que intervalou com a condição de "ponto". Valha-lhe Deus que não esteve com ele neste episódio que apenas visa garantir-lhe o lugar de deputado, ganhe quem ganhar. Em suma, Pedro Santana Lopes "venceu" com uma frase essencial: "não quero mais quatro anos de Sócrates." Nem mais, mesmo que, muito provavelmente, não chegue.

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ÂNGELO E O ESPELHO

João Gonçalves 28 Mai 08

"O mofo", "o bafio", "o mesmo do passado"...: é Ângelo a ver-se ao espelho com o seu Pedrinho por trás?

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POBREZA PARA TODOS

João Gonçalves 28 Mai 08

«Há pobreza que chegue para irritar os que agora são governo e os que irão suceder-lhes, há pobreza que baste para todos.»


in O Jumento

PEDRO E OS LOBOS

João Gonçalves 28 Mai 08


O Manuel Falcão era amigo do Pedro Santana Lopes. Agora Falcão é mais um deslumbrado pelo "obamazinho" do PSD, Passos Coelho, porque, alegadamente, ele "traça um caminho diferente". Vê-se mesmo que o Manuel nunca foi filiado em nenhum partido e que só vagueou pelas "extremas" no PREC. É que o rapazola que "traça um caminho diferente" já anda "nisto" há demasiado tempo. Há tanto tempo que o caciquismo interno, representado pelo presidente demissionário, se lhe colou imediatamente como uma lapa. Lopes não tem tido sorte. Os "amigos de Peniche" abandonaram-no, os "barões assinalados" que o empurraram para São Bento, em 2004, detestam-no e, como uma desgraça nunca vem só, o sr. Ribau decidiu apoiá-lo. It's an injustice, it is.

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ENTRE O FRACASSO E A PROMESSA

João Gonçalves 28 Mai 08


Infelizmente já não há homens para um novo "28 de Maio". Não há tropa e, sobretudo, não há elites. Os media, que substituiram as elites, dão geralmente ao povo aquilo que o povo quer que lhe dêem. Circo e pão, embora este último ande em crise. O povo seguiu os militares a partir de Braga porque havia um "divórcio" entre a ditadura - citadina e litoral - da República e o resto do país. Este regime tem tido o cuidado de "anestesiar" o povo com a propaganda e com a ilusão da democracia. Naturalmente que isto só resulta se houver dinheiro que permita que o povo circule nas auto-estradas e nos centros comerciais. Os "fundos" europeus facultaram, naturalmente, a ilusão que termina já em 2013 se não for mais cedo por causa dos "imprevistos". Há oitenta e dois anos começou a Ditadura, um interlúdio entre a I República, jacobina e terrorista, e o Estado Novo do Doutor Salazar e da Constituição de 1933. Não está muito estudada porque ficou entalada entre um fracasso e uma promessa. É, aliás, o estado natural em que tantos pretendem que persistamos. Sempre entre o fracasso e a promessa.

Nota: O livrinho da foto - O 28 de Maio oitenta anos depois : contributos para uma reflexão - foi publicado em Maio de 2007 pelo Centro de Estudos Interdisciplinares da Universidade de Coimbra, Instituto de História e Teoria da Ideias da Faculdade de Letras e editado por Luís Reis Torgal e Luís Bigotte Chorão.

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