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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU
Mais transumâncias, agora na cultura, pelo Augusto M. Seabra. Afinal, o dr. Pinho tem mais "talento" para outras coisas do que para a economia. Aquele ministro que "podia ser o que ele quisesse", o dr. Pinto Ribeiro, é que não existe. Nem sequer a título de produção fictícia.

LUXO ASSESSORIAL

João Gonçalves 21 Mai 08

Não, os senhores administradores do INSA- Instituto de Saúde Ricardo Jorge estão redondamente enganados. Este assunto não é "do foro interno". E não é do "foro interno" pela mais trivial das razões. É o Estado, através dos contribuintes, quem paga o funcionamento do Instituto porque espera, como tem acontecido desde sempre, que ele preste um serviço à comunidade. Tudo coisas que, como qualquer cego enxerga, não são do "foro interno". Esta mania de pagar fartamente a assessores "indispensáveis" - material de que os cemitérios estão cheios - já começa a irritar. Recentemente um conhecido meu foi para a direcção do INSA. Chefiou, há uns anos, a "unidade de missão" que pariu os "hospitais empresa". É um homem da economia da saúde, preferencialmente da privada. Não deve, no entanto, ter sido ele quem votou contra a admissão da assessora porque, justamente, a dita "passou" pela "unidade de missão" chefiada pelo agora vogal da direcção do Ricardo Jorge. Estas transumâncias, numa área depauperada como a saúde e num país periférico manifestamente "à rasca", deviam ser proibidas e punidas. Quem as quiser fazer, fique-se pela robusta "sociedade civil" que tanto contesta o Estado mas que, sempre que pode, o suga. Se o INSA não tem dinheiro para a prossecução das suas atribuições, por que raio deve apascentar - e nós por ele - o luxo assessorial? O raio que os parta mais à dra. Ana Jorge que anda a navegar à vista.

AS FICHAS

João Gonçalves 21 Mai 08


Sócrates escolheu a economia para "tema" do debate parlamentar. Se escolheu, é porque tem umas "fichas" preparadas e, eventualmente, um "ansiolítico" para prover às mais recentes más novidades da dita. O "economês" já não chega. É preciso mais qualquer coisa, fora o futebol, para "animar" os "agentes económicos" (essas obscuras entidades que, tirando as grandes empresas onde o Estado se prolonga, o eng. Belmiro, as farmacêuticas e pouco mais, não passam de uma ficção) e as "famílias". Sócrates sabe que é um risco chegar a 2009 com esta gente nervosa, cheia de dúvidas e de dívidas. Não há, porém, milagres. As coisas são o que são e, daqui até às eleições, serão péssimas. Vamos ver até onde é que o homem pode esticar as "fichas".
Adenda: Não chega a ser um "ansiolítico". É mais pequena "medicina alternativa", à base de chá, ou melhor, da falta dele.

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