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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

POR AMOR DE DEUS

João Gonçalves 18 Mai 08

A realidade é bem pior do que sobre ela comentou JPP. Os trogloditas do costume, não importa o clube, lá andam pelas ruas, com dezenas de "jornalistas" atrás deles a perguntar idiotices, tão burgessos como os "adeptos". Antes da "taça", a SIC foi pornográfica. Depois, são todos os canais. As peregrinações a Viseu seriam anedóticas se não fossem, como parecem ser, levadas a sério. Será que, à semelhança do que acontecia na corte de Luís XIV onde era uma honra participar nas intimidades reais, vamos ter "directos" com os jogadores da selecção a fazer cócó? Por amor de Deus.

Adenda: Até Marcelo está há dez minutos a falar apenas em futebol. Até "sugeriu" um livro do "cozinheiro da selecção". Bardamerda.

Adenda 2: Parece que o dr. Costa, da CML, recebeu a equipa de futebol do Sporting. Eu julgava que o dr. Costa era assim como que uma "reserva" do PS para quando o país se fartar de Sócrates. Sucede que o edil, sem dinheiro ou ideias, deu em receber toda a gente na CML. Há dias entregou as "chaves da cidade" ao inefável Barroso. Agora, a propósito de uma "taça de Portugal", franqueou a Câmara aos pupilos do extraordinário sr. Bento. Tivesse sido outro o resultado, o dr. Costa faria o mesmo ou Portugal é só Lisboa e, mais exactamente, um pedaço colorido do Campo Grande? Que tristeza.

A VIDA DE UM PARTIDO

João Gonçalves 18 Mai 08


A dra. Ferreira Leite está sempre a prometer que não atirará "a toalha ao chão". Desta vez respondia a Menezes que lhe asseverou, quando muito, um "terceiro lugar". Menezes, afinal, não consegue estar calado. Janta, sempre que pode, acompanhado para poder dizer umas baboseiras. Não é difícil imaginar o que tem sido o jogo dos caciques locais, das "concelhias", das "distritais", em suma, desse mundo sinistro que é a vida de um partido qualquer que ele seja. Somos governados, de há muito, por criaturas geradas por esta "estranha forma de vida". Não importa a origem. Fruto desta permanente e rasca "teoria da conspiração", o dirigente partidário não evoluiu muito desde o "rotativismo" e desde 1ª República. Atolado em lugares-comuns, rodeado de gente pouco recomendável, obrigado, se for caso disso, a fazer figuras tristes (até Manuela já disse não possuir vocação para "actriz" e Sócrates fumou escondido atrás de cortinas como um vulgar adolescente), o dirigente partidário só se "aguenta" enquanto a tartufagem - e se a tartufagem - permitir que ele se aguente. Menezes "atirou a toalha ao chão" provisoriamente. É a "massa" de que é feito que anda atrás dos seus putativos sucessores, mais umas quantas notabilidades irrelevantes em termos de votos internos. E tudo isto porque, depois, é preciso escolher deputados ou, no limite, um primeiro-ministro. A história recente mostra que, afinal, qualquer um serve. Não vale a pena tanto incómodo e tanto circo.

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