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portugal dos pequeninos

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UM PROGRAMA

João Gonçalves 7 Mai 08

Para a dra. Ferreira Leite, as questões são "complexas". Isto é, de facto, todo um programa.

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O POLÍCIA

João Gonçalves 7 Mai 08


Os senhores magistrados não gostam de polícias. Precisam deles, mas não gostam. A escolha de um profissional da investigação criminal para chefiar a PJ é, em conformidade com esta "doutrina", uma "ofensa". O polícia é licenciado em direito, logo presume-se que sabe quem é que é responsável pela acção penal e que, por aí, não virá mal ao mundo. A PJ teve, nos últimos anos, apenas directores oriundos das duas magistraturas. Se tivesse corrido bem, ainda hoje lá estaria um. Os sindicatos dos senhores magistrados deviam meditar nesta evidência antes de atirarem as pedras da sua habitual sobranceria para cima do polícia. Deixem o homem trabalhar.

PERSONAGEM DE FICÇÃO

João Gonçalves 7 Mai 08

Ana Jorge - uma ministra da saúde com ar de quem saiu de um romance de Alphonse Daudet - foi a uma comissão parlamentar verberar o protocolo estabelecido entre a ADSE e o Hospital da Luz. Segundo a senhora, o investimento que esse protocolo representa devia ter sido "canalizado" para o serviço público de saúde e, por isso, "lamenta-o". A dra. Jorge recorda aqueles velhos militantes da velhíssima esquerda socialista que possuem uma visão meramente retórica da realidade que supõem poder mudar a partir do Estado. Imagina um SNS simultaneamente "abrilista", auto-suficiente e eficiente em condições de concorrer, confiadamente, com outros. É, de facto, uma personagem de ficção.


Adenda: Este post clarificador de Eduardo Pitta. «Os beneficiários da ADSE, para beneficiar dela, pagam. Enquanto a generalidade dos trabalhadores desconta para ter acesso ao Serviço Nacional de Saúde, os funcionários públicos fazem esse desconto e ainda outro para a ADSE. Os aposentados até descontam 14 vezes por ano, uma vez que (no seu caso) o desconto incide igualmente nos subsídios de férias e de Natal. Num país com 700 mil funcionários públicos, acaso passou pela cabeça da ministra o que seria toda essa gente a entupir os hospitais públicos? No dia em que a ADSE deixar de ter acordos com unidades privadas, terão de cessar os respectivos descontos.»

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