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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

PASSAR O RUBICÃO

João Gonçalves 2 Mai 08


Os louvaminheiros do secretário-geral do PS e primeiro-ministro vão poder babar-se durante uns dias. A sondagem do sr. Rui Oliveira e Costa para a "galáxia" informativa do dr. Balsemão coloca o PS perto da maioria absoluta e o senhor engenheiro "popular". Quando foi feita, já Menezes tinha anunciado a retirada o que não impede que também esteja mais "popular" apesar da descida de umas décimas do PSD. A esquerda "sobe" e o PP também - décimas - e a dra. Leite é brindada com 29% de "intenções" contra 26% de Lopes e, salvo erro, 15% de Passos Coelho. Não foram os "militantes" que ditaram isto. Foi o "universo" da sondagem, bem entendido. Mais importante que estas contas de circunstância para consumo paroquial, parece-me a derrota brutal do "Labour" em Inglaterra e no País de Gales, vinte pontos abaixo dos Conservadores do sr. Cameron. Ou a vitória de Gianni Alemanno (na foto), em Roma, contra o presidente ex-comunista e "novo" democrata Veltroni que Berlusconi havia, há dias, derrotado nas "gerais". Ou ainda a eleição de Fini para presidente da Câmara de Deputados. Nenhuma destas notícias merece grande destaque por cá. A primeira, porque representa o fim do "blairismo", esse fenomenal embuste que inspirou a "esquerda moderna" um pouco por todo o lado. As outras, porque se trata de dois "fascistas", de acordo com o "cânone". Se lessem mais Vico e menos idiotas, talvez percebessem por que é que, de vez em quando, se pode passar o Rubicão.

SER NÃO SOCRÁTICO

João Gonçalves 2 Mai 08

«Manuela Ferreira Leite representa demasiado o passado. É a recuperação da escola cavaquista da austeridade e da recusa da política numa época que nada tem a ver com os governos de Cavaco Silva. A sua experiência governativa também está longe da perfeição: tentou sanear o défice público sem o ter conseguido, nem mesmo recorrendo à prática imensamente discutível das receitas extraordinárias. É uma continuação, não uma mudança. E é uma réplica, no estilo, nas políticas, nos valores, dos predicados de José Socrates que atiraram o PSD para os 30% das intenções de voto. Não basta ser não socialista e esperar que o mundo se prostre a nós. É preciso ser não socrático.»

Pedro Lomba, in Diário de Notícias

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A ESQUERDA, A DIREITA E SÓCRATES

João Gonçalves 2 Mai 08

«Numa época de vacas magras - muito mais magras do que ele esperava - [Sócrates] precisa de recuperar o voto da esquerda, sem perder o voto da direita. Ora, para recuperar o voto da esquerda não basta a retórica do costume e as pequenas concessões que ultimamente vem fazendo (um recuo geral está por natureza excluído). E, para não perder o presuntivo voto da direita, precisa que no PSD a presente balbúrdia não acabe. Mas se em 2009 o PSD se conseguir apresentar com o mínimo de decoro e um "chefe" que o país leve a sério, o seu fiel eleitorado talvez não o abandone à sua sorte. Se, por acaso, isso acontecer, Sócrates cairá pelo buraco, que ele abriu, entre a hostilidade da esquerda e a natural preferência da direita pela própria "família".»

Vasco Pulido Valente, in Público

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