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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

A ESTÁTUA DO COMENDADOR

João Gonçalves 31 Mai 08

Ganhou a previsibilidade melancólica. Ganharam os "barões assinalados", os de sempre, os do regime dentro do PSD como mostram as televisões. Os que faltam, pela voz de Passos Coelho, já se "disponibilizaram" independentemente do "bafio" que tanto incomodava Ângelo Correia há dois dias. Nada de novo. Nada de entusiasmante. O PSD apenas perdeu um bom líder parlamentar.

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O RESPEITINHO

João Gonçalves 31 Mai 08

Vale a pena ver este vídeo miserável sobre o respeitinho. Que nojo de país. Que nojo de "figuras públicas", coitadinhas. Que nojo de democracia.

A "MASSA"

João Gonçalves 31 Mai 08

Do livro ali ao lado:

«Uma massa em estado dinâmico é lúcida, imaginativa, audaciosa, intuitiva. Uma massa em estado de inércia é estúpida e medrosa. Quando se fala de "massa", é preciso ter isto em conta. Nada mais estúpido que a massa, nada mais clarividente que a massa. Depende do estado em que estiver.»

"TOMAR CONTA DISTO"

João Gonçalves 31 Mai 08

Como dizia um vendedor de peixe no mercado de Alvalade, "alguém vai ter de tomar conta disto".

"AQUELE SENHOR DE BARBAS..."

João Gonçalves 31 Mai 08


Assisti, na televisão, ao "momento" em que Luís Filipe Menezes votou para escolher o seu sucessor. Para quem esteve atento, aqueles breves minutos de declarações são o "tom" para depois de logo mais ao fim da tarde. Menezes, que é "um democrata", vai respeitar o que acontecer. Todavia, não se esqueceu de mencionar "a canalha", a gente "sem carácter" e outros da mesma "laia" que o negaram desde o primeiro dia. De entre eles, Menezes destacou "aquele senhor de barbas" da Quadratura do Círculo como a figura simbólica da referida "canalha" e da gente "sem carácter". Maria Flor Pedroso, na Antena 1, ouviu os quatro candidatos em separado a quem colocou as mesmas perguntas e "fingiu" um debate. A candidata do "senhor de barbas" confirmou-se como um verdadeiro aríete. Ferreira Leite está prisioneira de tudo o que é o regime dentro do PSD e que terá de a "elaborar" politicamente para fazer frente a Sócrates. Quando lhe perguntaram por nomes, ela balbuciou Aguiar-Branco (não me esqueci do hífen porque esta gente do hífen leva-se muito a sério) e António Borges, duas figuras de quem a pátria muito espera. Como segunda opção para líder, Ferreira Leite, quando muito, tem, sic, "preferências negativas". Ou seja, a potencial dirigente do maior partido da oposição, malgré "aquele senhor de barbas", não tem uma ideia. Pelo contrário, os seus adversários têm pelo menos uma: tudo farão para lhe fazer a vida num inferno.

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ME, MYSELF AND MY CAR

João Gonçalves 30 Mai 08


À saída do "metro" reparei na quantidade de carros com apenas um passageiro: o condutor. Queixam-se, portanto, exactamente de quê?

ESPECTROS

João Gonçalves 29 Mai 08


1. «Quando fui votar no boletim de voto não estava lá o nome do Pedro Santana Lopes (...) Se lá estivesse o nome de Santana Lopes não votava. Só que no boletim estava PSD. E eu sempre votei PSD», declarou Manuela Ferreira Leite à revista Sábado. Se Santana Lopes tivesse dito isto em relação a Ferreira Leite, que diriam os moralistas do regime e do partido?
2. No Público, em papel, um artigo sobre a campanha no PSD termina assim: «o importante é que, juntos, Passos Coelho e Ferreira Leite atinjam cerca de 80 por cento. E afastem de vez o espectro de Santana do PSD.» Foram as jornalistas que "inventaram" esta prosa "isenta"?
3. Estou à vontade. Deixei o PSD em 2004 quando Barroso fugiu irresponsavelmente com a conivência de Sampaio. Não apreciei o que se seguiu e os arquivos deste blogue são testemunho disso mesmo. Existe, porém, um propósito indisfarçável de, nestas "directas", humilhar Pedro Santana Lopes. Ao menos a candidata daqueles "barões assinalados" que andaram com Lopes ao colo quando ele era 1º ministro (para ver se ele não os deixava cair) é frontal e diz ao que - também - vem. Já Menezes, manifestamente um frouxo, "esconde-se" atrás da candidatura de Passos Coelho e "coloca" os seus cipaios ao serviço do antigo presidente da "Jota" para esconjurar o nefasto "espectro". Não aprecio aqueles que, como costuma dizer um amigo meu, possuem todas as qualidades do cão menos a lealdade. Não é o caso de Ferreira Leite mas é o de muitos bonzos que estão com ela. A senhora limita-se a ser autêntica por mais que isso custe, humanamente, a Santana Lopes.
4. A eventual vitória da candidata "brasonada" é, porventura, a que mais convém ao confronto com um Sócrates a perder o pé. Nunca a da mais recente versão do "action man" que, em votação nacional, atiraria o PSD, a curto prazo, para a irrelevância e para a pilhéria.
5. Santana Lopes tem sido um bom líder parlamentar. Imagino que, se perder, não quererá continuar. Deixe-se estar. Até 2009 nada está garantido a ninguém. Muito menos a quem ganhar no sábado.

O COMANDANTE DE BANDEIRA

João Gonçalves 29 Mai 08


O sr. Alberto Martins, chefe de banda do PS, não perdeu os bons hábitos de "comandante de bandeira" da defunta Mocidade Portuguesa. Gongórico e nulo, Martins dirigiu-se a outro deputado, Louçã, acusando-o de utilizar “linguagem imagética animalesca” contra o "querido líder". Aparentemente Louçã e Sócrates travaram-se de razões e mimosiaram-se mutuamente de "mentirosos". A "democracia parlamentar" que eles frequentam é cheia daquela "linguagem". Não se percebe, por isso, o tom ofendido do velho "comandante de bandeira". Ou serão resquícios da remota ocupação oficiosa dos tempos livres de Martins antes de se tornar em "mito" associativo revolucionário por ter feito uma perguntinha pública ao Almirante Américo Tomás ? Por que não te calas, Martins?

O PEQUENO MUNDO DE SÓCRATES

João Gonçalves 29 Mai 08

«No seguimento dos relatórios do FMI e da União Europeia e um mês depois de ter anunciado radiosamente a descida do IVA, o primeiro-ministro foi obrigado a render-se à realidade. Começando pelo óbvio, teve que rever em baixa o crescimento económico, pondo em causa não só a consolidação orçamental que, na sua opinião, estava já garantida, mas principalmente o futuro radioso com que, ainda há pouco tempo, nos acenava. A revisão do crescimento confirma apenas o que devia ser de uma evidência cristalina: não há "oásis" num mundo globalizado, e muito menos num país pobre e dependente, onde abunda a desigualdade e onde o desemprego tem batido recordes históricos, nos últimos anos. Se é verdade que o país sofre o efeito de uma crise internacional, não deixa de ser verdade também que o Governo foi o último a compreender a sua verdadeira importância e os seus inevitáveis efeitos na economia nacional. Como se isto não bastasse, entre o anúncio da descida do IVA e a revisão do crescimento económico, o dr. Menezes, esse verdadeiro trunfo do PS, decidiu abandonar a liderança do PSD, abrindo caminho às directas que se realizam este fim-de-semana. Com intuitos mais ou menos óbvios, as habituais "fontes" bem informadas já fizeram chegar aos jornais que a drª. Ferreira Leite era a candidata "preferida" pelo Governo porque oferecia ao PS o "voto útil" da esquerda. Este subtil argumento, que ninguém se deu ao trabalho de analisar, revela curiosamente o contrário do que pretende revelar. Se o Governo considera, de facto, que com a drª. Ferreira Leite à frente do PSD, consegue conquistar o "voto útil" da esquerda, isso significa apenas duas coisas: que o Governo pensa que a drª. Ferreira Leite pode ganhar ao eng. Sócrates (daí o voto útil); e que reconhece que, ao tentar penetrar no eleitorado do PSD, acabou por perder o voto da esquerda para o PCP e para o Bloco de Esquerda. É duvidoso que, mesmo num cenário de derrota, esse voto se encaminhe para a reeleição de uma maioria que, ainda esta semana, reagiu da pior forma ao "aviso" do dr. Soares sobre a pobreza, a desigualdade e o descontentamento. E é ainda mais duvidoso que os socialistas sejam imunes a uma eventual vitória da drª. Ferreira Leite no PSD. Com tanta gente a pedir "ideias" aos candidatos sociais-democratas, é natural que ninguém repare no debate que vai ter que haver, mais tarde ou mais cedo, no interior do PS, entre a esquerda do partido e os "falsos" socialistas que se encontram no Governo. Em qualquer caso, em dois meses, a situação do eng. Sócrates mudou. É a vida!»

Constança Cunha e Sá, in Público

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