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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

OS PAPAGAIOS DO REGIME

João Gonçalves 23 Abr 08

Não sei quem são o sr. Carreiras e o sr. Marco António, dirigentes distritais do PSD. Mas não sei em que é que eles "valem" menos que os dois papagaios do dr. Balsemão - o sr. Monteiro e o sr. Costa - que os "avaliaram", com desdém, na SIC-Notícias.

O MAL AMADO

João Gonçalves 23 Abr 08


As "inteligências" rosnam, com uma espécie de boçalidade sofisticada, assim que é mencionado o nome de Alberto João Jardim. Acontece que Jardim tem sido o único social-democrata a dar motivos de orgulho ao partido a que pertence. Tem um currículo político invejável, sufragado anos a fio pelos seus eleitores. É um governante com experiência, persistência e obra. Quando era 1º vice-presidente de Marcelo, andou um pouco por todo o "continente". Sabe que não é propriamente "amado" por aqui. E é, julgo eu, quanto basta.

LER LITTELL

João Gonçalves 23 Abr 08


Não faço parte de nenhuma seita ou mandarinato. Muito menos "escrevo". Consequentemente não chafurdo na feira de vaidades do "meio". No entanto, leio. O Francisco José Viegas, com muita generosidade, achou que eu podia dar duas ou três razões - na revista Ler à qual regressou como director - para o leitor se aventurar n' As Benevolentes, de Jonathan Littell. Todavia, I am not my own subject. O que vale mesmo a pena são as novecentas páginas de Littell e a Ler, em geral, cujo número de Maio "saiu" hoje.

O SILÊNCIO DOS PORTUGUESES

João Gonçalves 23 Abr 08



Este sujeito imagina que, por ter promovido duas ou três reuniões íntimas, passou a haver um "grande consenso político e social" sobre o "tratado de Lisboa". O que ele nunca explicou foi a perda que objectivamente o "tratado" representa para os países "médios" da União, ou seja, para países como o nosso. Sócrates teve os seus quinze minutos de fama internacional mas, irresponsavelmente, não deu uma palavra aos portugueses sobre o que estava em causa, refugiando-se em trivialidades "consensuais". As repercussões do que os senhores deputados votaram, sem um módico de reflexão, só se farão sentir lá mais para diante, provavelmente quando Sócrates constar do rodapé num almanaque da história. A menorização a que os povos europeus se prestaram, não referendando o "tratado", é a prova da "consideração democrática" em que os seus césares de circunstância os têm. A Irlanda vota porque está na constituição, senão também estaria metida neste embuste. Portugal aprovou a "constituição europeia" - sem hino, bandeira e "lema"- travestida de "tratado de Lisboa", a coroa de glória de Sócrates. Agarre-se a ela porque não terá outra.

Adenda: Não reconheço ao 1º ministro, seja lá ele quem for, qualquer tipo de "superioridade" intelectual, política ou outra para passar atestados de anti-europeísmo a quem não defende o "seu" tratado de Lisboa. Já sabia que Sócrates não é homem de cultura democrática. Não precisava de o recordar constantemente.

O DIA DO LIVRO

João Gonçalves 23 Abr 08


Hoje, discretamente, o parlamento vota o tratado de Lisboa. Alguns dos que vão votar - os deputados - nunca devem ter lido um livro na vida, muito menos esta coisa que "enxerta" prosa intragável nos tratados fundadores da União. Sempre é uma forma de, no dia do livro, lerem qualquer coisinha. Mesmo que não percebam nada.

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