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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

O TERCEIRO HOMEM

João Gonçalves 22 Abr 08


Esta peripécia "laranja" perde muito em não se decidir em congresso. As "directas" só resultam se o país se interessar minimamente por elas como se interessou minimamente pelas do PS, em 2004. Umas "directas" com Santana Lopes teriam infinitamente mais graça do que apenas com os monos anunciados. Eu, que não voto, faço votos para que ele apareça.

"OS CATÓLICOS E A POLÍTICA"

João Gonçalves 22 Abr 08

«A verdadeira tolerância, no entanto, é a que assenta na fortaleza das próprias convicções e os católicos não têm que ter uma atitude política passiva, clandestina, dividida, pessimista e subalterna. Não têm que deixar “laicizar” a mais importante parte do seu campo de consciência e acção – aquele que tem a ver com a “substância” e as “expressões” mais elevadas do seu ser social. A geral fraqueza da sociedade civil portuguesa não ajuda. Contribui mesmo para a perda das últimas certezas dessa sociedade. A concepção dominante da História é ainda demasiado imediatista e é nesse contexto que se explica o activismo, dirigismo e crescimento do Estado como único arrimo para a erosão da consciência política colectiva. Mas há que reagir e os católicos, com a Igreja, podem bem ser a parte mais sólida dessa recuperação da sociedade civil. Até como via para reabilitar a política e evitar que esta continue a ser um puro jogo de superfície, onde a própria renovação “ética” acabe por se transformar numa nova demagogia. Talvez a renovação “moral”, a partir da sociedade real e dos seus valores profundos, entranhadamente cristãos, seja afinal mais simples e mais eficaz do que a renovação “ética”, a partir, outra vez, dos modelos da Revolução, do Estado e dos seus partidos.»


Francisco Lucas Pires, 1986. Sempre actual.

SARAMAGO, O "ESPÍRITO CRÍTICO"

João Gonçalves 22 Abr 08

Que engraçado que ele é. Com que então "falta espírito crítico" e é preciso "remar contra a maré"... Pena é que, quando foi da direcção do Diário de Notícias, não pensasse assim. Os jornalistas que, lá dentro, tinham "espírito crítico" e remavam "contra a maré", devem lembrar-se perfeitamente da "generosidade" do sr. Saramago. Ainda bem que está melhor de saúde, mas não havia necessidade para mais uma sessão de pura bajulação.

ELA DISSE QUE SIM

João Gonçalves 22 Abr 08


Morais Sarmento, Arnaut, Rio, Aguiar-Branco e Pacheco Pereira, reunidos na casa de Ferreira Leite, "combinaram" que a senhora "avança" - talvez segunda-feira - para o lugar que ainda é de Menezes. Sarmento e Arnaut, apesar da idade, representam primorosamente o ranço "barrosista". Aguiar-Branco (desta vez não me esqueci do hífen) não representa nada. Rio representa-se a ele mesmo quando quiser e Pacheco faz de "animador cultural" da mulher que tem escasso métier "para além do défice". Ferreira Leite é, para já, apenas uma candidata a "passar" a prova das bases. Se a passar, segue-se o país. Aqui, ela é sobretudo recordada como a fundadora da "era dos sacrifícios"- a do "não baixar os impostos" - tão brilhantemente prosseguida por Sócrates e cujos efeitos são mais aplaudidos em Bruxelas do que cá. Para além disso, se é para "mais do mesmo", é natural que o "povo", indiferente e manso, prefira o que está a uma "reprise". Ou seja, Ferreira Leite tem de provar que vale mais do que um orçamento de Estado e que é diversa da tropa presentemente em exercício. Quanto a Santana Lopes, é pouco provável que lhe apeteça continuar a ser chefe da banda parlamentar com Manuela na Lapa. Desde hoje, a tentação para deixar mais um cargo a meio deve ser imensa. Menezes - convém nunca o esquecer - esperava por Manuela. E ela, como na canção, disse que sim.

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