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portugal dos pequeninos

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ABAIXO DE CÃO - 2

João Gonçalves 13 Abr 08

Como não leio - ou leio mal - os jornais, só pela boca de Maria Flor Pedroso, na RTP, percebi que o sr. Gomes da Silva, vice-presidente do PSD de Menezes, convocou uma conferência de imprensa à meia-noite de sexta-feira para revelar a sua falta de carácter. Já quando foi vagamente ministro-lacaio de Santana Lopes, a coisa espreitou por detrás da saída de Marcelo da TVI. Agora, por causa da Fernanda Câncio, piorou. Como referiu Marcelo, abaixo de cão.

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COELHO OU AS FRUSTRAÇÕES DA PÁTRIA

João Gonçalves 13 Abr 08


«Sacrificar Jorge Coelho às frustrações da Pátria não resolve nada. O peso do Estado e a dependência da economia não se curam com demagogia ou com a farsa "ética" que certos pregadores gostam tanto de representar», assim se conclui a crónica de Vasco Pulido Valente no Público de domingo. É verdade. Jorge Coelho é um filho das "frustrações da Pátria". Como ele, há mais mil do mesmo ou de outros partidos. O que VPV não vê, de certeza, é outros filhos das "frustrações da Pátria", com cursos superiores - até mestrados - ou com cursos "médios" de carácter técnico, a quem nunca passou pela cabeça "servir" a Pátria nos partidos e em tudo o que uma razoável militância apascentada pela gente "certa" propicia, ocuparem, por mérito exclusivamente seu, lugares a que, em abstracto, teriam direito. Também nunca passou pela cabeça aos "sacrificados" da vida partidária concorrerem, por exemplo, às categorias de ingresso - as mais "baixas" - no Estado, no tempo em que havia concursos de ingresso. Os raros que "abriram" para uma ou duas vagas foram, entretanto, preenchidos pelos milhares daqueles filhos das "frustrações da Pátria" que não optaram por um currículo na secção 1, 2 ou 3 do partido. Nem tão pouco ocorreu a estes últimos apresentar currículos a empresas privadas para o exercício de funções "intermédias" adequadas às respectivas formações científicas, quando elas existam. Não. A simples passagem pelo altar salvífico do governo confere imediatamente um "direito" - e , até, o dever - de prosseguir a nobre tarefa sacrificial num posto elevado de gestão ou, mais eufemisticamente, de "consultadoria" numa daquelas dezenas de empresas que fingem integrar uma sociedade "civil" que só existe se o Estado (e os partidos que mandam nele) consentir. Por acaso Coelho até fez alguma coisa fora da política, mas não foi certamente esse breve currículo profissional (STAPE, Carris) que justificou a presente opção e este mais do que justo "sacrifício". As empresas precisam das pessoas certas que as "apresentem" às pessoas certas para sobreviverem. É esta a medida do "sacrifício" de Jorge Coelho em nome das imemoriais "frustrações da Pátria". Bem haja.

O "QUARTETO" OU O DERRADEIRO ENCANTO

João Gonçalves 13 Abr 08

O "Quarteto" fechou por causa da já tradicional "falta de condições". Levado a peito, este princípio devia obrigar a fechar o país. O "Quarteto" nunca fez mal a ninguém. Pelo contrário, faz parte de uma época em que "ir ao cinema" era um prazer e uma rotina inteligente. Podia circular-se entre as quatro salas a propósito de um "festival" qualquer ou por causa dos filmes em cartaz. Naqueles anos ninguém se preocupava em saber se as salas eram "confortáveis" ou se era possível levar pipocas e coca-colas lá para dentro. Não. Era a pueril alegria de ver cinema. Vi ou revi seguramente os meus melhores filmes em alguma daquelas quatro salas votadas agora ao desprezo pelo sistema "saudável" que nos governa. Pedro Bandeira Freire é o corpo e a alma do "Quarteto". O corpo - que tantas partidas lhe tem pregado, como se pode ler no livro da foto - pregou-lhe mais uma. Que saia rapidamente dela, é o meu singular desejo. O cinema em Portugal - coisa diferente do cinema português - deve muito a Bandeira Freire. E que o "Quarteto" possa regressar com o seu derradeiro encanto. Aquele que, nas palavras de Roland Barthes, "nos advém das ficções da cultura."

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