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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

O CHARME DISCRETO DA EXTREMA-DIREITA

João Gonçalves 10 Abr 08

É curioso acompanhar a forma como as televisões "cobrem" o julgamento de trinta e tal pessoas alegadamente extremistas de direita. Uso propositadamente o termo (extrema-direita) porque é assim que, invariavelmente, os jornalistas de serviço se referem ao assunto. Pouco se fala em crimes. Mostra-se, sim, um homem relativamente jovem, de óculos, com bom aspecto, que se dirige com manifesta tranquilidade ao colectivo de juízes. Mário Machado está também - ou sobretudo - a ser "julgado" politicamente e aproveita, como lhe compete, a circunstância. Os jornalistas relatam, aliás, intervenções políticas e não exactamente uma "defesa". Machado é de longe melhor que o circunspecto senhor dos cartazes do PNR. E sabe disso. Tem uma consistência "ideológica" que Pinto Coelho nunca teve nem terá. Ao julgá-lo, o regime está a promovê-lo. Pode ser que me engane, mas ainda vamos ouvir falar deste Machado lá mais para diante.

ABAIXO DE CÃO

João Gonçalves 10 Abr 08

Uma sondagem coloca Menezes abaixo de cão. Os aduladores do primeiro-ministro riem-se, de São Bento ao Rato, na zona ribeirinha de Lisboa, nos jornais e nos blogues. Quanto tempo mais é que um partido como o PSD, nitidamente "vestido" para o poder, aguentará estes sucessivos vexames? Ou Marcelo, por exemplo?

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POSIÇÕES E "INGERÊNCIAS"

João Gonçalves 10 Abr 08

A propósito disto e disto, Constança Cunha e Sá no Público:

«Fernanda Câncio acusa-me de "confundir" qualquer crítica às posições da Igreja com "tentativas de silenciamento e exclusão". Não é manifestamente o caso. Como é óbvio, não penso que a Igreja deva estar acima do debate público - embora tenha referido uma certa "incompatibilidade" entre o relativismo democrático e a natureza absoluta de uma Verdade que emana de Deus. Mas isso levava-nos a um outro debate sobre a natureza da religião, a transcendência do sagrado e a difícil arte da tolerância. Voltando ao que está em causa, não me parece que as posições da Igreja sejam, de facto, criticadas. De uma forma geral, passa-se ao lado do seu conteúdo, para se comentar apenas a sua falta de legitimidade. Pegando num exemplo recente, não se discute o que disseram alguns membros da hierarquia católica sobre a nova lei do divórcio, proposta pelo PS. Em vez disso, questiona-se o facto de estes se poderem pronunciar sobre um assunto que supostamente não lhes diz respeito, ou seja, as posições da Igreja quase nunca são vistas como posições - mas sim como ingerências inaceitáveis nos assuntos do Estado e nas competências de César.»

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