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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

«NÓS SOMOS FORTES»

João Gonçalves 4 Abr 08

Na visita ao Brasil, Bento XVI afirmou que a Igreja não faz proselitismo. Não é ao Papa que compete seguir a "manada". Na multidão de fiéis espalhados pelo mundo há milhões de "infiéis" que vivem a alegria da sua fé em prejuízo do cânone. Entre divorciados, homossexuais, defensores do aborto e demais "pecadores" há muitos que nunca omitiram Cristo do seu coração. Na eucaristia, pede-se ao Filho do Homem que não olhe aos nossos pecados mas sim à fé da Sua igreja. Essa fé, nos nossos dias, manifesta-se no mais pequeno grão, para utilizar as palavras de Ratzinger. É, como lembrava Filipe Nunes Vicente, um combate rua a rua, porta à porta. A Igreja portuguesa não acompanhou este "movimento" porque esteve sempre demasiado presa à complacência do "político" que, na primeira oportunidade, a ignorou. Por isso Vasco Pulido Valente tem alguma razão. "Se a Igreja quer recuperar o que perdeu, esqueça finalmente o Estado e os ridículos privilégios de que ainda goza, e venha para a rua. Não há outra maneira de ganhar uma existência pública e política." Aquando da "crise dos cartoons", à janela de Castelgandolfo, Ratzinger resumiu o fundamental: "nós somos fortes."

Adenda: Fernanda Câncio é, desde o aborto, uma espécie de alta comissária para os assuntos da religião vistos a partir do correcto. Acumula, com outras colegas de profissão, a de prefeita para a canonização desse magnífico exemplar de laicidade culta, e hoje ministro, o dr. Pinto Ribeiro. Numa coisa, porém, ela tem razão. Por muito ter pactuado com o regime (nesse aspecto Salazar foi mais "laico" do que qualquer dos actuais "progressistas"), a Igreja portuguesa tem hoje em dia poucos argumentos para enfrentar a "política" e arautos da "modernidade" como a Fernanda. É como se a Igreja precisasse de caminhar todos os dias para o ginásio a fim de entrar no maravilhoso novo mundo dos "saudáveis" - com quem andou a confraternizar por fora - que, agora, a não querem ver em cima do tapete rolante. De resto, a Fernanda não percebeu o artigo da CCS ou, se percebeu, fingiu tratar-se de coisa diversa do que lá vem escrito. A Fernanda está ao lado dos cortesãos "democratas" que vêem na religião, especialmente na católica, uma ameaça para o domínio público. A CCS explicou, com meridiana lucidez, por que é que a religião católica- e a Igreja, a portuguesa, mesmo nas suas formulações menos felizes - é indispensável ao dito domínio público. Repito. A Igreja não faz proselitismo, mesmo que haja demasiados prosélitos a falar em nome da sua "hierarquia". Mais do que lançar retórica "política" para cima da estafada retórica jacobina, a Igreja (e os católicos) deve "ir à luta" precisamente em nome da fé que representa e da história que sustenta. São mais de dois mil anos dessa história, de fé e de razão, que nenhum diploma legal pode rasurar. Muito menos a simpática Fernanda Câncio, sempre tão fechada nas suas inabaláveis certezas como num "spa".

«ESPERANÇA NA EDUCAÇÃO»

João Gonçalves 4 Abr 08


Logo, às 17 horas, no Auditório Cardeal Medeiros da Universidade Católica de Lisboa, a Fundação Maria Ulrich organiza um colóquio sob o tema "Esperança na Educação" com os seguintes participantes: Adão da Fonseca, Cónego João Seabra, José Manuel Fernandes, Marcelo Rebelo de Sousa , com a Aura Miguel como moderadora.

DISCIPLINA E OUTRA COISA

João Gonçalves 4 Abr 08


Não é só o senhor conselheiro Pinto Monteiro, Eduardo. Aparentemente o ministério da Educação, pela insuspeita voz da própria Maria de Lurdes Rodrigues, ontem, em Serralves, possui dados "agregados" que lhe permitem estimar em cerca de cento e quarenta (140) as ocorrências com armas, brancas e de fogo, nas escolas ou nas suas imediações. O PGR não deve ter inventado a conversa que manteve com Cavaco Silva. Apesar de o país não ser de levar demasiado a sério, há assuntos que convém tomar pelo seu valor facial. Isto porque nem tudo releva exclusivamente da falta de disciplina e de autoridade dentro das escolas. Há, por muito que isso custe aos "especialistas" e ao dr. Daniel Sampaio, casos de polícia nas escolas. Por que é que alguns destes "teóricos" não experimentam ir até um "território educativo de intervenção prioritária" desarmar umas criancinhas e os pais delas?

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