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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

O CALHAMAÇO PSEUDO-DISCIPLINADOR

João Gonçalves 30 Mar 08

Sobre o farfalhudo "estatuto do aluno", António Barreto. Quando se parte do princípio de que existe democracia dentro de uma sala de aula, acabou a escola.

DIZER O QUE É O MUNDO

João Gonçalves 30 Mar 08

«São, sobretudo, aqueles que o mundo perdeu que se dispõem a dizer definitivamente o que é o mundo no seu todo. Para poder determinar o mundo nos seus rasgos básicos, há que possuir já a experiência da sua negação - quiçá fosse melhor falar da sua perda ou distância.»

Peter Sloterdijk

O SNS ABORTIVO NUM PAÍS DE ABORTOS

João Gonçalves 30 Mar 08

«A Ministra da Saúde disse hoje que a cesariana a pedido da grávida não pode ser implementada no SNS. Argumentou que a cesariana é um acto médico que deve ser decidido por médicos. Garantiu que no SNS não há medicina a pedido. Podia ter acrescentado: a pedido só mesmo o aborto.»

João Miranda, in Blasfémias

A MÁ EDUCAÇÃO

João Gonçalves 30 Mar 08

Em relação a esta "oferta", apenas duas observações. A maioria dos comentários que têm aparecido nos posts sobre a indisciplina nas escolas é de origem anónima. O anonimato é apenas mais um sintoma de que se pode ser pequenino (no pior sentido) eternamente. Dito isto, o livro vai para este professor - Jorge Carreira Maia, de Torres Novas, a quem peço o favor de escrever para sorumbatico@iol.pt, indicando morada para envio do livro - por este comentário:

«Uma das minhas experiências como professor é chegar a um espaço de convívio entre e alunos e ter o sentimento de que, muitos deles, nunca virão a saber seja o que for. A forma como gritam, como "falam", como se relacionam uns com os outros, a forma como estão sentados, etc., etc., indicia a natureza da coisa. E há desculpas que acho inadmissíveis. Dizer que a escola inclui todos os alunos, que há gente que vem de classes sociais baixas e outras tonterias do género. Os alunos comportam-se assim, de forma simiesca, porque politicamente se permite e talvez se queira que a escola se torne um lugar de expressão dos eflúvios afectivos da criançada. Se a tutela, que nome interessante, estivesse de facto interessada em tutelar as escolas, punha-as com ordem em três tempos. Parece que em Inglaterra estão a tratar do caso a partir da responsabilização dos pais. Em Espanha, uma mãe foi condenada a pagar uma indemnização de 14 000 Euros pelo seu filho ter sovado de forma drástica um colega. Parece que a senhora ainda tentou culpar os professores, mas os juízes não foram na fita e condenaram-na por não ter educado a criança. Em Portugal, parece que se prefere o simiesco ao humano.»

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