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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

OVOS FRITOS EM AZEITE

João Gonçalves 29 Mar 08

O argumentário utilizado pelo José Pacheco Pereira para defender a invasão do Iraque tem tanto de retorcido como o de Mário Soares, em sentido oposto, tem de ingénuo. São como ovos fritos em azeite, para recorrer à expressão de um panegirista do "iluminista" Soares. Entretenham-se com outras coisas.

SÓCRATES E A ALMA

João Gonçalves 29 Mar 08


Primeiro, foi "o lado privado" do político Sócrates na SIC. A caneta Parker, clássica, indispensável. O boneco oferecido pelos colaboradores. A "melancolia" que o Tejo desperta a partir de um Bairro Alto vazio ao domingo de manhã. A "generosidade" como a grande qualidade do homem. A bica tomada "descontraidamente" ao balcão. A intimidade telefónica com os "grandes" como o vulgar Zapatero. Agora é a vez, como ele diz, de uma governação de "face humana", uma expressão à qual os psicólogos podiam dar alguma atenção. Todavia, não chega. Este novo homem português - mais um - que nos governa, deseja não apenas revelar que possui uma "face humana" como é igualmente um político que "tem o dever de disfarçar os seus estados de alma e apresentar boa cara e ânimo". Quem é autêntico não precisa "fingir" a sua autenticidade a menos que seja poeta, coisa que não consta do repertório apresentado à jornalista Raquel Alexandra. Quando se pretende "disfarçar estados de alma", convém sempre apurar se se possui uma.

ÁFRICA MINHA

João Gonçalves 29 Mar 08


Cavaco Silva foi entrevistado, ainda em Moçambique, por Maria Flor Pedroso para a Antena 1. Sobre o Kosovo, o presidente manifestou reservas acerca de declarações unilaterais de independência. Mostrou-se preocupado com o Afeganistão onde estão tropas portuguesas e, sobretudo, afirmou já ser tempo de acabarmos com os pedidos de desculpa. No caso, os nossos em relação às antigas colónias e à guerra colonial. É preciso recordar aos distraídos que a guerra dos anos sessenta e setenta do século XX foi apenas mais uma guerra dita colonial, na circunstância, a derradeira. Não ganhamos nada em nos curvarmos permanentemente perante a história como se tivéssemos vergonha dela. Temos bem mais bastos motivos para nos envergonharmos do presente do que de muitos aspectos do passado. Os "contemporâneos" imaginam que dormem mais descansados se andarem sempre a mostrar-se "arrependidos", rasurando a sua própria memória. Como perguntava outro dia o Miguel Castelo-Branco, a propósito do milionésimo pedido de desculpa alemão em Israel, "quando acaba o holocausto?" Cavaco revelou uma visão adulta destas coisas. Um país que tem tão pouco com que se orgulhar hoje em dia, ao menos que se saiba dar ao respeito, encarando sem acrimónia, ressentimento ou complexos o que fez.

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