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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

GERAÇÕES

João Gonçalves 24 Mar 08


Medeiros Ferreira recorda o distante "dia do estudante" de 1962. Salazar estimou que, não se actuando com firmeza, os protagonistas da "crise" estariam sentadinhos na cadeira do poder em poucos anos. Estiveram, de facto, e alguns ainda estão, distinguindo-se entre todos essa notabilidade que é o dr. Jorge Sampaio que chegou, imagine-se, a chefe do Estado. Aliás, sem o concurso da tropa, como previu M. Ferreira no congresso oposicionista de Aveiro, dificilmente teriam chegado a lado algum. Depois vieram "os filhos de Abril". Os governos de Guterres, Barroso, Lopes e Sócrates são, no essencial, os governos desses "filhos de Abril". Praticamente neles já não houve lugar para a rapaziada do muro da alameda universitária de 62 até porque, a esta estranha gente, não convém a "memória". São trinta vezes pior que os "pais". Daqui em diante, é de esperar a ascensão do piorio o que, em linguagem "literária", dá pelo nome de "triunfo dos porcos" ou do anonimato virtuoso. É que falar em "gerações perdidas" representa distribuir pérolas aos ditos quando não merecem, sequer, uma bolota.

A MÁ EDUCAÇÃO VISTA DE LONGE

João Gonçalves 24 Mar 08

Pelo Miguel Castelo-Branco. Insisto no tema porque é preciso colocar contra a parede todos os irresponsáveis que, sendo já isto a bosta que é, têm vindo, com as suas "políticas" e com as suas "teorias", a comprometer um pouco mais o "futuro" da "west coast". Não é justamente suposto serem os meninos e as meninas o seu futuro? Que lindo futuro temos atrás das costas.

A CRUZ DE CRISTO - 2

João Gonçalves 24 Mar 08

«Em todas as épocas a Igreja sempre defrontou inimigos poderosos. Esses gostavam de isolar uma pequena secção de crentes para a mimosear com o pior das suas fúrias. Há cem anos eram os jesuítas; há 500 os dominicanos; hoje é o Opus Dei. Estes têm a honra da escolha do inimigo. É muito curioso notar uma flutuação marcada nessa história da raiva anticristã. Conforme as épocas, no meio da enorme diversidade de carismas da Igreja, os movimentos escolhidos pelos críticos vêm alternadamente dos pobres e dos poderosos. O Império Romano não ligou ao cristianismo enquanto foi uma religião de escravos. Mal começou a haver conversões na classe senatorial, iniciaram-se as perseguições a sério. Como a elite não era cristã, tinha medo do poder que os fiéis viessem a possuir. Depois, a partir de Constantino, durante séculos as classes poderosas aderiram à fé. Por isso nesse período os movimentos atacados passaram a ser do povo. Primeiro os eremitas, depois os beneditinos, finalmente os franciscanos e dominicanos, todos tinham um aspecto subversivo que desagradava às instituições, crentes ou infiéis. A partir da Idade Moderna, quando as elites voltaram a afastar-se da Igreja, regressaram os medos romanos.Os ateus aceitam os cristãos pobres, como a madre Teresa. O que os enerva é a existência de "senadores" fiéis e o suposto poder manipulador de certos crentes. Foi assim com os jesuítas nos séculos XVIII e XIX, é assim agora com vários movimentos religiosos.Nestes, o Opus Dei tem uma certa visibilidade especial, por exemplo com O Código da Vinci. Mas noutras zonas do mundo ouvimos criticar da mesma forma focolares, CL, carismáticos, salesianos e muitos outros. Que motivos para tanta crítica? Os inimigos têm as suas razões, mas entre as censuras mais citadas estão as Cruzadas e a Inquisição, que acabaram séculos antes deles nascerem. Se virmos bem, ao longo dos tempos todos os grupos visados, tão diferentes nas suas formas, têm uma coisa em comum: viver a sério a doutrina de Cristo.No fundo o problema do Opus Dei, como dos outros, é só aquilo que celebramos nestes dias da Páscoa. Todos os cristãos estão avisados desde o princípio. "Lembrai-vos da palavra que eu vos disse: o escravo não é maior que o senhor. Se perseguiram a mim, também hão-de perseguir a vós" (Jo 15, 20). Essa é a sua glória: "Bem-aventurados sereis quando vos insultarem e perseguirem e, por minha causa, disserem todo o tipo de calúnia contra vós. Alegrai-vos e exultai, porque grande será a vossa recompensa nos céus." (Mt 5, 11-12).»

João César das Neves, in Diário de Notícias

O ESTATUTO E A REALIDADE

João Gonçalves 24 Mar 08

O "estatuto do aluno"? De que servia a Maria de Lurdes Rodrigues estar fechada numa sala de aula, socialmente "mista", com alunos e alunas com calças pelo cu, com o umbigo à mostra, de linguarejar primitivo ("tá-se", "bué", "iá", "cota"...), em permanente uso do telemóvel até para copiar, e bramir com o "estatuto" que permite aos espertos faltarem e passarem e aos broncos desenrascarem-se? Há coisas que a burocracia e o dr. Valter Lemos não resolvem. A sociologia - por onde Lurdes Rodrigues se arrasta academicamente - já lhe devia ter ensinado qualquer coisa. Todavia, dá-me ideia que não lhe ensinou o fundamental, a tocar a realidade.

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