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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

AS "MANIFESTAÇÕES ESPONTÂNEAS"

João Gonçalves 15 Mar 08



Não acompanhei as "manifestações espontâneas" do PS, no Porto, e de Menezes, na Feira. Estive na Gulbenkian a ouvir Bach. Se esta gente ouvisse mais Bach e menos a eles próprios, era seguramente bom para eles e, por tabela, melhor para o país. Todavia, eles sabem lá quem é Bach.

A ESPERANÇA CONTRA O HOMEM PRECÁRIO

João Gonçalves 15 Mar 08


Quando Bento XVI esteve na Turquia, deslocou-se ao meio do mato para celebrar uma missa para pouco mais de centena e meia de pessoas. A Ratzinger não interessa o "número" mas antes a qualidade dos fiéis. Este Papa não é impressionável pela multidão e não concebe o seu magistério com um gigantesco e permanente "talk show". Nem tão pouco entende ser essa a missão da Igreja nos dias que correm. Os dois volumes da longa entrevista que concedeu ao jornalista alemão Peter Seewald - "O Sal da Terra" e "Deus e o Mundo" -, ainda como cardeal, explicam a Igreja do futuro Papa Bento. No texto de Vasco Pulido Valente no Público de sábado (sem link), reflecte-se sobre a vitória de Zapatero e a "consagração" de um "novo mundo", aparentemente definitivo, que "derrotou" a Igreja. Passarão por Espanha e pela Terra dezenas de Zapateros e a Igreja do Ressuscitado, erguida sobre a pedra bruta que derrotou o mundo, permanecerá. O verdadeiro cristão é aquele que não omite a Cruz na sua vida. Como o mais pequeno grão de trigo que cai no solo, morre e só assim dá fruto, também a Igreja representada por Ratzinger não vem para "rasurar" nenhuma "memória histórica" ou impor-se como uma "ideologia". Pelo contrário. O Igreja vela contra "a prepotência da ideologia e dos seus órgãos políticos", na defesa de uma "nova liberdade" que não é mais do que a "consciência da nova «substância» que nos foi dada" por aqueles que, ao longo da história do homem, com o seu martírio e com a sua morte, "renovaram o mundo" (Carta Encíclica Spe Salvi). Não são os Zapateros desta vida videirinha quem nos "salva". A esperança, o outro nome da fé, é a única resposta contra o "homem precário" que governa no mundo.

O PRIMEIRO VETO POLÍTICO

João Gonçalves 15 Mar 08

Quando, com a pompa e circunstância próprias da propaganda, Costa e Sócrates trocaram ternuras públicas por causa da transferência da gestão da zona ribeirinha de Lisboa para a Câmara, o segundo afirmou que estava a reparar um "erro estratégico". Cavaco Silva, pelo contrário, entendeu que quem estava a incorrer num erro - político - era precisamente a deslumbrada dupla socialista. O veto que apôs ao diploma do governo não necessita explicações. A brigada do betão, no entanto, é muito imaginativa, persuasiva e tem bons advogados. Literalmente. Aguardemos os próximos passos.

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