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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

S DE SAUDÁVEL

João Gonçalves 14 Mar 08


O PS não quer "piercings" na boca dos jovens portugueses. O PS pretende lavar a pele daqueles que usam tatuagens. O PS, mesquinho e asséptico, obcecado com a saúde, quer à viva força "normalizar" o português desde pequenino. Para os mais crescidinhos, tem a ASAE. Se dependesse desta estranha "esquerda moderna", andávamos todos de calções ao sábado de manhã, logo às sete horas, a correr como desalmados. Só falta mesmo estender o bracinho.

EMBUSTE

João Gonçalves 14 Mar 08


De facto, Bettencourt Resendes e Luís Delgado (sobretudo este último que resfolega com quem quer que mande) pareciam dois parolos a comentar, na SIC Notícias, a despropositada reportagem "intimista" de Raquel Alexandra sobre Sócrates (passa na íntegra sábado à noite). Não houve um segundo naquela reportagem em que Sócrates fosse "espontâneo" ou "humano". Ter recebido a senhora à entrada de casa, ter ido com ela "tomar uma bica", mostrá-lo na cansativa corridinha ou ao telefone com Zapatero, em nenhum momento da reportagem se fugiu à propaganda política mais reles. Sócrates é tudo menos aquela figura artificalmente simpática que conquistou Delgado como, aliás, no passado, Santana Lopes havia, por igual, conquistado. O que Sócrates está a ensaiar, mais a sua pequena corte de conselheiros, é apenas uma outra "imagem" para 2009 com o trivial beneplácito de alguns jornalistas mais afoitos. Como os "experimentados" Resendes e Delgado, mais virão a seu tempo alinhar no embuste.

DA EDUCAÇÃO

João Gonçalves 14 Mar 08

«Chegamos assim, queridos amigos de Roma, talvez ao ponto mais delicado da obra educativa: encontrar um justo equilíbrio entre a liberdade e a disciplina. Sem regras de comportamento e de vida, feitas valer dia após dia também nas pequenas coisas, não se forma o carácter e não se está preparado para enfrentar as provas que não faltarão no futuro. Mas a relação educativa é antes de tudo o encontro de duas liberdades e a educação com sucesso é formação para o recto uso da liberdade. Mas à medida que a criança cresce, torna-se um adolescente e depois um jovem; portanto devemos aceitar o risco da liberdade, permanecendo sempre atentos a ajudá-lo a corrigir ideias e opções erradas. O que nunca devemos fazer é favorecê-lo nos erros, fingir que não os vemos, ou pior partilhá-los, como se fossem as novas fronteiras do progresso humano. Portanto, a educação nunca pode prescindir daquela respeitabilidade que torna credível a prática da autoridade. De facto, ela é fruto de experiência e competência, mas adquire-se sobretudo com a coerência da própria vida e com o comprometimento pessoal, expressão do amor verdadeiro. Portanto, o educador é uma testemunha da verdade e do bem: sem dúvida, também ele é frágil e pode falhar, mas procurará sempre de novo pôr-se em sintonia com a sua missão. Caríssimos irmãos de Roma, destas simples considerações sobressai como é decisivo na educação o sentido de responsabilidade: responsabilidade do educador, certamente, mas também, e na medida em que cresce com a idade, responsabilidade do filho, do aluno, do jovem que entra no mundo do trabalho. É responsável quem sabe responder a si mesmo e aos outros. Além disso, quem crê procura responder a Deus que o amou primeiro. A responsabilidade é em primeiro lugar pessoal, mas existe também uma responsabilidade que partilhamos juntos, como cidadãos de uma mesma cidade e de uma nação, como membros da família humana e, se somos crentes, como filhos de um único Deus e membros da Igreja. De facto as ideias, os estilos de vida, as leis, as orientações gerais da sociedade em que vivemos, e a imagem que ela dá de si mesma através dos meios de comunicação, exercem uma grande influência sobre a formação das novas gerações, para o bem mas muitas vezes também para o mal. Contudo a sociedade não é uma abstracção; no final somos nós próprios, todos juntos, com as orientações, as regras e os representantes que elegemos, mesmo sendo diversos os papéis e as responsabilidades de cada um. Portanto, há necessidade da contribuição de cada um de nós, de cada pessoa, família ou grupo social, para que a sociedade, começando pela nossa cidade de Roma, se torne um ambiente mais favorável à educação. Por fim, gostaria de vos propor um pensamento que desenvolvi na recente Carta Encíclica Spe salvi sobre a esperança cristã: a alma da educação, como de toda a vida, só pode ser uma esperança certa. Hoje a nossa esperança está insidiada de muitas partes e corremos o risco de nos tornarmos, também nós, como os antigos pagãos, homens "sem esperança e sem Deus neste mundo" como escrevia o apóstolo Paulo aos cristãos de Éfeso (Ef 2, 12). Precisamente daqui nasce a dificuldade talvez mais profunda para uma verdadeira obra educativa: na raiz da crise da educação está de facto uma crise de confiança na vida.»

Da Carta do Papa Bento XVI à diocese e cidade de Roma sobre a tarefa urgente da educação, Vaticano, 21 de Janeiro de 2008

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