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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

PERDA DE TEMPO

João Gonçalves 10 Mar 08


Chego a casa, vindo da TV Net, e dou com a D. Fátima a debater a forma do regime. Independentemente da qualidade intelectual de António Reis, Medeiros Ferreira, Teixeira Pinto e Ribeiro Telles, importa repetir o óbvio da história. Não foi nenhum republicano desvairado quem varreu definitivamente a hipótese monárquica. Foi Salazar. Salazar achava que a monarquia era uma instituição e não propriamente um regime. Por isso preferiu "roubar" a instituição, dissolvendo-a no regime. Defensor de que não valia a pena a nação dividir-se por causa do que não interessava - como hoje, aliás, não vale - Salazar meteu a "instituição" no bolso. E aqui ao lado - como recordou M. Ferreira - foi o "republicano" Franco que, na solidão do seu gabinete, designou pessoalmente Juan Carlos como seu sucessor, ignorando o respectivo paizinho. A "sucessão dinástica" não foi para aqui chamada para coisa alguma. Os monárquicos têm a mania que são mais "patriotas" do que os republicanos. Não são nem deixam de ser. Esquecem-se, todavia, que, por cá, a "teoria da sucessão dinástica", levada às últimas consequências pelo tio Filipe de D. Sebastião, privou o país da soberania na ordem externa entre 1580 e 1640. Pela circunstância de a I República ter sido uma ditadura medíocre, da II ter sido outra ditadura de género diverso e de a III ser esta "coisa em forma de assim", tal não torna a forma republicana do regime má em si mesma. Discuti-la agora é pura perda de tempo.

ENTRETANTO...

João Gonçalves 10 Mar 08

... o preço do petróleo - em Londres que é o que serve de "base" para elaborar o Orçamento português - não pára de subir. Três dígitos com tendência para mais. A situação é excelente.

TUDO CERTO

João Gonçalves 10 Mar 08


Fora o Tomás Vasques, ainda não dei pela alegria da brigada "zapateira" nacional depois de mais uma gloriosa vitória da "esquerda moderna". De facto, não há nada para celebrar. A Espanha ainda é um país que a Europa escuta, não por causa do irrelevante Zapatero, mas apesar dele. Por si, o homem não vale politicamente um chavo, como é, aliás, timbre do resto da nomenclatura dos vinte e oito. Esse é o segredo da longevidade actual no poder e na oposição: não voar, fazer de morto-vivo ou de palhaço com um microfone na mão, consoante os gostos. Como escreve Sloterdijk, Deus transformou-se em homem e o homem converteu-se num imbecil. Bate tudo certo.

O BOM PASTOR

João Gonçalves 10 Mar 08


Cavaco está Presidente há dois anos. Explicou que, quando fala - o estritamente necessário - é para ser escutado. Julgo que o PR não imagina o quanto vai ter de falar, o quanto vai ter de ser ouvido e, finalmente, o quanto vai ter de fazer. E não tanto com os poderes que a Constituição lhe dá, mas com o bom senso que o pastoreio desta esquizofrenia colectiva aconselha, algo que nunca faltou a Cavaco. Aliás, é o único, no pedestal, que o possui.

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