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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

O MAL COMO ROTINA

João Gonçalves 1 Mar 08


Há qualquer coisa de épico neste filme, nesta personagem psicótica, segundo o próprio, "um homem de palavra". Quase se sente inveja deste sublime poder maligno, exercido com a tranquilidade de uma rotina.

O DIÁCONO CORRECTO

João Gonçalves 1 Mar 08


Ainda não percebi - defeito meu, seguramente - onde é que o Eduardo pretende chegar com esta conversa da treta. Nem o autor, porventura, se reler com atenção o que escreveu. O Eduardo "presume" que uns blogues quaisquer de anónimos são de homens «em vista da qualidade de textos que, com ironia e humor, reflectem o mundo à luz de uma vasta erudição.» Como? Porquê? Não haverá no mundo mulheres «que, com ironia e humor, reflectem o mundo à luz de uma vasta erudição» nos blogues de que são autoras ou onde colaboram? Para "diácono Remédios" da correcção blogosférica nacional, o Eduardo começa muito bem.

FANTASIAS

João Gonçalves 1 Mar 08

As hienas correm, dentro do PS, contra Maria de Lurdes Rodrigues. Para os homens de partido - aquele tipo de gente que nunca fez nada na vida a não ser oscilar entre a sala e a casa de banho das secções - a ministra da Educação é, naturalmente, "insustentável". Para os mil sindicatos e associações de professores, também. Sócrates ainda não decidiu se vai com ela até 2009 ou não. Provavelmente será imolada lá mais para diante, quando a rua acalmar. Sócrates tem a habilidade típica do cacique partidário o que lhe permite ir "remendando" os piores danos da sua fantasia, com a vantagem de o poder fazer com a autoridade "de Estado". Não é por acaso que, a ter de escolher entre duas fantasias - a dele a a representada por Menezes - o "povo", nas sondagens, escolhe a que está.

O "POVO"

João Gonçalves 1 Mar 08


«Não penso que o "povo" - esse mito romântico - jamais tivesse chegado à Índia sem um Dias ou sem um Gama, que os Gregos se tivessem disposto ir até aos confins do mundo se não tivessem a loucura grandiosa de Alexandre a espicaçá-los. Ter-se-iam ficado, quando muito, pelo primeiro saque e com a barriga cheia de vinho e violações das primeiras conquistas. O povo quer sardinhas na brasa, um copo de vinho e uma broa. O grande mito do nosso tempo reside precisamente aqui: o de fazer crer que somos todos iguais. O grande erro é o de fazermos das elites povo, atrelando-as ao estômago e à sardinha a fumegar numa broa saída do forno. Antes, ensinava-se na academia que morrer era um privilégio reservado àqueles que serviam as pátrias. Hoje, ensina-se-lhes tabelas remuneratórias, sociologia e outras fantasias. As estátuas que povoam os nossos jardins, praças e avenidas não são propriamente as de comedores de caracóis ou libadores de néctares.»

Miguel Castelo-Branco, in Combustões

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