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portugal dos pequeninos

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PACTO DE SILÊNCIO

João Gonçalves 26 Fev 08


O dr. Menezes convocou umas quantas eminências do PSD e "independentes" para lhes comunicar que ia romper o "pacto" sobre justiça, assinado por Marques Mendes com o PS. Não gosto de "pactos". Normalmente servem apenas para a propaganda de quem está "por cima". Todavia, uma vez subscritos, devem ser cumpridos. Mesmo que seja na justiça onde, como se sabe, praticamente já não há remédio. Mais do que a insustentável leveza de Menezes que está a conduzir alegremente o PSD para o abismo, é notável que nenhuma daquelas eminências se tenha manifestado contra a leviandade do líder. Menezes é mau, muito mau. E, nem por isso, deixa de estar bem acompanhado.

Foto: Kaos

A QUERELA

João Gonçalves 26 Fev 08


Na querela Maria de Lurdes Rodrigues/professores é difícil entrar. O "eduquês", uma especialidade destes trinta anos de democracia, distinguiu-se precisamente por criar um mundo muito seu, fechado e corporativo, que a vasta rede de sindicatos de professores anima. Não é seguro que esse mundo tenha acompanhado o mundo cá fora. Basta ver o espanto e a legítima revolta dos professores quando, em vez de turmas de meninos e meninas, dão de caras com gangs de badalhocos ignorantes e promíscuos dispostos a vandalizar as escolas porque sim. O professor - muito por sua culpa e por culpa das "técnicas pedagógicas progressistas" - viu minada a sua autoridade perante os alunos e, em casos extremos, perante pais de alunos que são piores que os filhos. A demagogia associada às "novas oportunidades" é apenas mais um prolongamento da velha retórica optimista de que não há maus rapazes. Há. E o "sistema" não está preparado para os enfrentar. As "reformas" de Maria de Lurdes Rodrigues revelam essa impreparação e esse irrealismo ao atirar com mais burocracia para cima de uma burocracia cheia de vícios acumulados em décadas de complacência e de desleixo. A ministra tem alguma razão e os professores também, mas o círculo é mesmo vicioso. Sem disciplina e autoridade impostas nas escolas, mesmo ao arrepio da mítica "autonomia" dos professores e das ditas escolas, a educação não muda e não prepara os meninos e as meninas (os que desejam preparar-se) para o "futuro". A querela em curso - que já anda pelos tribunais como se os tribunais "governassem" - não muda um átomo da natureza das coisas. E, sobretudo, não muda a natureza dos homens. Isto é mais básico do que o ensino com o mesmo nome.

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