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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

O MELHOR DELA

João Gonçalves 13 Fev 08


Carla Bruni-Sarkozy concedeu a primeira entrevista enquanto mulher do presidente da França. Pelo meio, a cantora fala no "ágape dos homens públicos, por exemplo Nelson Mandela, a sua capacidade de se empenharem pelos outros" provavelmente para não ser só "bang-bang". Pierre Assouline não a poupa. «"Agapê" n’est pas le nom de baptême de la nouvelle Lancia mais l’un des termes par lesquels les Grecs nommaient l’amour, entre Eros et Philia. Moins charnel que le premier, et pas aussi exclusivement humain et absolu que le second, il désigne de manière plus universelle l’amour de l’autre, sa capacité à accueillir dans l’amitié tendre et affectueuse. Encore faut-il avoir un dictionnaire de grec sous la main, comme il sied désormais à l’Elysée. La rupture, enfin!» No fim da entrevista, Carla garante ir dar "o seu melhor". Alguém duvida disso?

COITADINHO?

João Gonçalves 13 Fev 08

Fossem outros os protagonistas e as circunstâncias e Sócrates não poderia reagir como reagiu no Parlamento ao ser confrontado com a sua actividade pretérita como engenheiro técnico ao serviço de uma autarquia. Comparar esta questão com a de mau gosto que emergiu na campanha de 2005, pela mão do PSD, é uma atitude intelectualmente enviesada e que revela má fé política. Percebe-se por que o faz, mas fica-lhe mal fazê-lo. De qualquer forma, a "biografia" não começa apenas quando nos dá jeito. E Sócrates está bem longe de ser um coitadinho.

CONVERSA ACABADA

João Gonçalves 13 Fev 08

Às 18.30, na Casa Fernando Pessoa, Medeiros Ferreira fala dos "livros que não esqueceu". Ainda é uma iniciativa do Francisco José Viegas e um bom pretexto para me despedir do 16 da Coelho da Rocha, a partir de sexta-feira nas mãos desta senhora.

FAZER-SE DE VÍTIMA

João Gonçalves 13 Fev 08

«Para um partido de governo, só há uma perspectiva pior do que uma derrota: é um sucesso mais ou menos garantido por falta de concorrência. A disciplina afrouxa, os correligionários tornam-se mais exigentes - e alguns chegam mesmo à insolência. Foi essa uma das razões do martírio de Tony Blair em Inglaterra. O maior risco para os actuais líderes do PS é, neste momento, que o seu próprio partido venha a gerar, através de figuras como Manuel Alegre, a oposição que, fora dele, nunca existirá verdadeiramente enquanto o PSD estiver submetido à comissão liquidatária encabeçada por Menezes e Santana. E daí a necessidade que Sócrates e a sua corte têm de inventar fantasmas que os autorizem a tocar os batuques da união e lealdade. Só assim podemos compreender o estranho fenómeno de ver o Governo, num país em que o Estado pode e manda tudo, a declarar-se cercado e a fazer-se de vítima, como pretexto para agredir e desconsiderar. Se Sócrates e Costa andassem preocupados e entretidos com uma liderança do PSD capaz de lhes herdar o poder, teriam certamente menos tempo para dedicar aos jornalistas e comentadores. A oposição serve para escrutinar a governação e possibilitar a alternância. Mas também para servir de alvo aos ímpetos e necessidades de confronto dos governantes, poupando assim o resto dos cidadãos, e especialmente os que fazem notícias e escrevem comentários. Em suma: precisa-se urgentemente de uma oposição que nos tire este Governo de cima.»


Rui Ramos, in Público

BLACK IS BEAUTIFUL

João Gonçalves 13 Fev 08


"A força surpreendente das palavras inspiradoras de Barack Obama", "vitória moral", a "máquina", etc. ,etc, é com este género de palavreado oco e complacente que as "agências noticiosas" explicam a presente vantagem de Obama sobre Clinton como se a América tivesse regredido a 1968. Por cá é a mesma saloiada "chique". Onde a "correcção" mete a pata, já não a tira.

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