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portugal dos pequeninos

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OS "INQUILINOS"

João Gonçalves 9 Fev 08

No episódio do Grémio Lisbonense há uns "inquilinos" de punho no ar, cachecol "à Arafat", a gritar "o Grémio é nosso". Esta laia de "inquilinos" já tinha sido avistada no Algarve quando foi destruído um campo de milho transgénico sob o olhar passivo da GNR. Desta vez, a PSP esteve à altura do evento e dos "inquilinos". Nada de "paninhos quentes".

FUNDAMENTAÇÃO SUSTENTADA

João Gonçalves 9 Fev 08

Leio aqui que o dr. Menezes afirmou que «o PSD, enquanto eu for presidente, não fará, sem fundamentação sustentada, uma política de ataques de personalidade e carácter com carácter retroactivo de 25 anos». Teria sido em "reacção" a Guilherme Silva que, no Parlamento, cumpriu o seu papel de deputado da oposição ao reclamar que não caíssem no conveniente saco roto do esquecimento as questões levantadas pelo Público acerca do passado profissional e político (praticamente não se distinguem em pessoas destas) do senhor 1º ministro. O dr. Menezes não percebeu - ele, aliás, percebe pouca coisa - que a questão em causa, ao contrário do que ele imagina, é política e nada tem a ver com "ataques de personalidade e carácter". Quando é que o PSD vai finalmente entender que há mais do que "fundamentação sustentada" para varrer o nefasto dr. Menezes de um cargo que ele não sabe desempenhar?

O CAOS CORRECTO

João Gonçalves 9 Fev 08



Em menos de quinze dias, dois oficiais generais - Garcia Leandro e Governo Maia - alertaram para a "implosão social" que grassa por aí, a par com a desintegração e a insegurança que emergem um pouco por toda a parte no reino "simplex" do senhor engenheiro. Por outro lado, as forças armadas, nas pessoas dos seus antigos chefes, na Revista Militar, não se cansam de acentuar o fosso que as separa do poder político. Não vivemos tempos propícios a "pronunciamentos" militares, nem que seja porque estamos na UE e porque, tipicamente, essa circunstância "ajudou" a retirar "força" às forças armadas. Em boa verdade, o que resta da tropa pouco mais pode fazer do que de "exército de salvação" e proselitismo em prol dos "grandes desígnios" da humanidade. O poder político democrático foi-se encarregando de destruir os alicerces da força armada, perpetrando o golpe fatal com o fim do serviço militar obrigatório. O SMO tinha a vantagem de "ligar" a sociedade à tropa e esta à sociedade. Isso permitia incutir nesta determinados "valores" que nunca fizeram mal a ninguém e moderar a proliferação de tantos pusilânimes precoces. A desagregação, a implosão e a insegurança de que falam os dois generais são, também, fruto dessa anomia. Uma anomia que paisanos como Rui Pereira ou Severiano Teixeira, dois "teóricos" infelizes, não sabem calibrar. Isto aplica-se às polícias, "educadas" nos últimos anos para o "multiculturalismo", para a "pedagogia" e para a "proximidade", miragens que resultam muito bem na freguesia da Sé, do Porto, nos bairros periféricos de Lisboa, numa remota bomba de gasolina do interior ou numa mercearia em Alcobaça. A pequena gatunagem - que, muitas vezes, é assassina e aproveita-se da fragilidade das vítimas - não floresce por acaso. Ainda esta semana passou por mim um grupo de carteiristas profissionais de eléctrico que repartia entre si os despojos da última carteira fanada a turista. Esta impunidade devia cansar e indignar, não apenas os generais, mas sobretudo os "democratas" que, metodica e pacientemente, "esterilizaram" o exercício legítimo e oportuno da autoridade. O episódio do Grémio Lisbonense é revelador deste "estado de espírito". Os agentes da PSP vão certamente pagar caro a exibição televisiva dos bastões nos lombos dos lorpas que se opunham ao cumprimento de uma determinação judicial porque os bastões são sinónimo de "fascismo", jamais deviam estar nas mãos dos polícias e, naturalmente, não se fizeram para ser usados. O "correcto" idiota berra logo pela liberdade sem perceber que é precisamente este pequeno caos sem rosto que a coloca em causa. O problema é que já não há quem nos liberte do "correcto" e dos seus malditos profetas. A racaille agradece.

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