Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]

portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

ET POURTANT

João Gonçalves 7 Fev 08

Estive a ver a entrevista de Judite de Sousa a Charles Aznavour, na RTP. Tem uns bonitos 83 anos e vem cá cantar. Quando ele vier, daremos pela falta do Eduardo Prado Coelho. Ele saberia seguramente escrever o texto adequado para Aznavour, as palavras «certas como um tempo que foi e é para sempre a beleza de ter sido.» Eu não sei.

Adenda: O José Pacheco Pereira, à altura director do jornal do Liceu Alexandre Herculano do Porto, entrevistou Aznavour, em 66, para o dito.

MAL ACOMPANHADO

João Gonçalves 7 Fev 08

Tenho, nunca o escondi, estima por Pedro Santana Lopes. Por isso me aborrece aborrecer-me com ele. No Parlamento, Lopes, em nome do PSD, recusou o referendo ao tratado europeu porque «não é adequado aos interesses do povo, face ao tempo que já se perdeu, perder mais tempo para criar regras para que a União Europeia funcione a 27.» Que eu saiba, o que "é adequado aos interesses do povo" é justamente o "povo" pronunciar-se adequadamente sobre os seus interesses. Sem querer, Lopes passou um atestado de menoridade ao "povo" e reivindicou uma estranha sabedoria dos senhores deputados que lhes permite aprovar um tratado que muitos deles nunca, de certeza, leram ou perceberam. Mandaram-os votar e eles, no maior respeitinho analfabeto, votaram. As loas ao instrumento referendário não chegam para "tapar" este exercício de hipocrisia política a reboque do pior PS, tão eloquentemente representado pelo sr. Canas. Dr. Santana Lopes: o meu Amigo gosta de política e faz muito bem. Todavia, não se meta a defender burocracia político-partidária porque é péssimo nisso e fica muito mal acompanhado.

MANOBRAS DE INTIMIDAÇÃO

João Gonçalves 7 Fev 08

«A investigação do PÚBLICO sobre a actividade profissional do eng. Sócrates causou uma viva e estridente indignação entre muitas alminhas que pairam por aí, a grande altitude, indiferentes aos "pequenos pecados" que recheiam o curriculum do primeiro-ministro e a milhas dos jogos mesquinhos que animam esta "campanha pessoal e política". Antes de mais, porque qualquer trabalho jornalístico, digno desse nome, deve incidir sobre os inegáveis méritos que nos oferece o presente e não sobre o longínquo e insignificante passado de quem actualmente nos governa. Dá ideia de que tudo o que se escreva sobre os anos 80 é, como disse o eng. Sócrates, um esforço desesperado de "arqueologia jornalística" que só os obscuros interesses da Sonae conseguem justificar. Em Portugal, ao contrário de outros países mais picuinhas, o passado prescreve rapidamente: um político surge do nada, dependente das circunstâncias e das necessidades do dia. Pouco importa que, na altura, o actual primeiro-ministro já fosse dirigente do PS e deputado na Assembleia da República. E pouco importa também, como é óbvio, que o actual primeiro-ministro possa estar a mentir sobre a autoria dos projectos que assinou ou que aqueles "caixotes" irrepreensíveis tenham sido concebidos por si. O que importa, sim, é assinalar a "campanha" de um jornal que tem o atrevimento de tornar públicas as actividades públicas de uma figura pública. Como é que, depois da "novela do canudo", António Cerejo tem o descaramento de aparecer, agora, com esta "soap opera dos projectos"? Esta, sim, é a pergunta que se impõe. O facto de o Ministério Público ter arquivado o processo da licenciatura do eng. Sócrates sem se dar ao trabalho de explicar como é que apareceu um certificado falso, na Câmara da Covilhã, ou um documento rasurado na Assembleia da República é, para estas impolutas alminhas, um pormenor insignificante em que não vale a pena pensar. É assim que florescem as mais subtis manobras de intimidação.»

Constança Cunha e Sá, in Público

RATOS E HOMENS

João Gonçalves 7 Fev 08

O PSD não mudou de grupo parlamentar entre Mendes e Menezes. Com Mendes, o partido era favorável ao referendo ao "tratado de Lisboa". Presume-se que o grupo parlamentar também era, nem que fosse porque essa era a posição oficial do partido. Chegou Menezes, um freteiro involuntário do governo e do PS, e o mesmo grupo parlamentar, venerando e obrigado, mudou de posição. Antes de Sócrates mudar a sua e a do seu partido - fazer um referendo - já Menezes tinha anunciado com galhardia que o PSD "optava" pela ratificação parlamentar. No rebanho pastoreado por Santana Lopes há gente que defende o referendo. Apesar da disciplina imposta, era bom que essa gente não se confundisse com o rebanho. E não chega a habitual "declaração de voto" póstuma à Pilatos. Ou pedem para ser substituídos ou votam contra a ratificação parlamentar. Um homem não é um rato.

BLAIR OBAMA

João Gonçalves 7 Fev 08

«Pressinto qualquer coisa de Tony Blair em Barak Obama...» (Medeiros Ferreira)

Tags

Pesquisar

Pesquisar no Blog

Últimos comentários

  • Gabriel Pedro

    Meu Caro,Bons olhos o leiam.O ensaio de Henrique R...

  • Maria Petronilho

    Encontrei um oásis neste dia, que ficará marcado p...

  • André

    Gosto muito da sua posição. Também gosto de ami...

  • Maria

    Não. O Prof. Marcelo tem percorrido este tempo co...

  • Fernando Ferreira

    Caríssimo João, no meio da abundante desregulação ...

Os livros

Sobre o autor

foto do autor