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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

GRANDEZA E MESQUINHEZ

João Gonçalves 5 Fev 08

O dr. José Miguel Júdice, a mais recente aquisição moralista do PS, apelidou Marinho Pinto de populista e comparou-o a Chávez e a Mussolini. Mais. Acusou-o de querer ser um candidato de esquerda, a Belém, contra Cavaco. A cabeça de Júdice de há muito que já não é o que era, apesar de, como a de todos os narcisistas, continuar a estar demasiado apaixonada por si mesma. Júdice imputa a Marinho o que porventura lhe vai na alma. Júdice gostaria de ser candidato presidencial do PS, agora ou depois. Um homem com esta ambição não precisava passar pelo vexame de ser sócio de um restaurante de luxo que só paga quinhentos euros de renda e que chega a vender vinhos a mais de dois mil. A "grandeza" supostamente não devia ser mesquinha.

FANTASMAS

João Gonçalves 5 Fev 08


Mário Soares escreve, às terças, no Diário de Notícias. Esta semana discorre sobre as eleições americanas, as espanholas e o Avante que o mimoseou com prosa estalinista requentada por causa da CGTP. Giras, giras, são as outras observações. Soares votaria em Obama «não por ser negro, embora isso conte como sinal de mudança, inimaginável há poucos anos, mas por ser um político aberto, progressista, lúcido, coerente e disposto a mudar profundamente tanto a política interna como a externa dos Estados Unidos.» Curiosamente - e apesar do argumento racista recorrente a contrario ("não por ser negro") - já que os restantes são lugares-comuns que servem para Obama ou para outro qualquer Obama europeu de plasticina que caia no goto volúvel do dr. Soares, o fanatismo jacobino do sr. Zapatero não incomoda nada o antigo pai da pátria. Segundo Soares, «em Espanha há liberdade religiosa» e a igreja católica deve estar caladinha e obedecer «às leis do Estado Democrático, legitimamente aprovadas e homologadas.» O dr. Soares, como em tempos lembrou Pulido Valente, "possui a cabeça de um governador civil do Sr. Dr. Afonso Costa" e "depois de Jaurès não aprendeu nada, nem esqueceu nada. Na realidade, "há quase um século que não lhe entra uma ideia na cabeça, como coisa distinta das trivialidades piedosas para uso oratório, que ele adapta à variável inclinação dos tempos." Foi o que fez neste artigo a propósito do candidato "morangos com açúcar" Obama e com o modernaço Zapatero que ele imagina serem exemplos vivos de "abertura", "progresso", "lucidez" e "coerência". Sem querer, não andou muito longe da "coerência" do escriba do Avante. Em certo sentido, é a mesma "luta". Só mudam os fantasmas.

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