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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

A CORRUPÇÃO POLÍTICA

João Gonçalves 28 Jan 08

Abrir inquéritos criminais sobre inquéritos criminais cada vez que alguém diz que "o rei vai nu", não resolve um átomo do problema. O problema, como está perfeitamente descrito numa série de posts do José Adelino Maltez, é de natureza política. A democracia, enquanto plutocracia, comporta efeitos perversos, designadamente tráficos de influência que traduzem lances de pura corrupção política. Esta precede a criminal e não tem necessariamente de coincidir com ela. Por isso, qualquer inquérito parlamentar em torno da "corrupção" será sempre retórico e o criminal, uma interminável (e tantas vezes inconclusiva) caminhada. Não mudou nada, a não ser as célebres "circunstâncias ocorrentes", nesta frase de Salazar escrita no já longínquo Como se levanta um Estado: «o plutocrata age no meio económico e no meio político usando sempre o mesmo processo: a corrupção. Estes indivíduos, a quem alguns chamam também grandes homens de negócios, vivem precisamente de três características dos nossos dias: instabilidade das condições económicas, falta de organização da economia nacional, corrupção política

O "ERRO ESTRATÉGICO"

João Gonçalves 28 Jan 08

O senhor 1º ministro esteve hoje entretido a reparar, segundo ele, um "erro estratégico". O "erro" consistiu em manter a chamada "zona ribeirinha" de Lisboa fora, em grande parte, da alçada da Câmara. Por entre efusivos abraços trocados pelos membros da nomenclatura socialista - a do governo, nas pessoas do citado e do eng.º Lino, e a da CML na pessoa do seu presidente e ex-colega dos outros dois no executivo - lá passou o inevitável "filme promocional" sob o olhar desconfiado do senhor da Administração do Porto de Lisboa. A "zona ribeirinha" é demasiado apetecível. Não há, na Europa, um estuário como o do nosso Tejo. Sabemos como a rapacidade imobiliária não possui propriamente gosto ou cor. Tem, invariavelmente, mau gosto e apenas a cor do dinheiro. Costa fica assim com uma imensa responsabilidade política na gestão da "zona". Convém, por isso, não a perder de vista, nem perder a vista sobre o rio. Os patos-bravos - novos e velhos - de certeza que vão tentar tudo para não as perder.

AUTO-RETRATO

João Gonçalves 28 Jan 08

«Eu conheço-o, tive de o afastar de responsabilidades, porque é uma pessoa que não respeita os compromissos e que só pretende estar na ribalta. Acho que as luzes, o calor dos holofotes o perturbam», eis o brilhante comentário do dr. José Miguel Júdice sobre Marinho Pinto. Serve como auto-retrato.

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