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portugal dos pequeninos

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AS VELHAS BENEVOLENTES

João Gonçalves 25 Jan 08

Esta gente e esta ideia da "associação república e laicidade" cumprem a preceito uma velha "máxima" do Grande Timoneiro chinês: "a política reside na ponta da espingarda". Sempre cheios de ideias, estes velhos idiotas.

MENOS UM

João Gonçalves 25 Jan 08


O sr. Prodi, uma notabilidade italiana que chefiou a Comissão Europeia antes do nosso dr. Barroso - que pouca sorte tem tido aquela Comissão -, caiu. Caiu de chefe do governo italiano, uma espécie de sopa "minestrone" em que cabe tudo e o seu contrário. Desta vez era de "esquerda" e unia gente improvável que apenas tinha como vago programa o ódio ao sr. Berlusconi. Não chegou. E não chegou porque as acusações e as contra-acusações de corrupção entre apoderados do sr. Prodi trouxeram à tona a contradição que lá estava desde o primeiro dia. Berlusconi, ex-cantor romântico em "barcos do amor", quer eleições. A vantagem da Itália sobre nós é que ninguém se leva a sério e, apesar disso, é um grande país com uma invejável cidade que resume, com sol e vida, toda a história do ocidente. De qualquer forma, sempre é menos um.

O NOME DA COISA

João Gonçalves 25 Jan 08


Segundo o novo bastonário da Ordem dos Advogados, «o fenómeno da corrupção é um dos cancros que mais ameaça a saúde do Estado de Direito em Portugal» porque «há aí uma criminalidade em Portugal muito importante, da mais nociva criminalidade para o Estado, para a sociedade» onde «alguns deles andam aí a exibir os benefícios e os lucros dessa criminalidade.» Mais. «Alguns, inclusive, ocupam cargos relevantes no Estado português», afirmou Marinho Pinto. De Espanha, Pinto Monteiro mandou abrir o habitual inquérito. E há partidos que reclamam a presença do homem para explicações no Parlamento. No seu tom peculiar, Marinho limitou-se a apontar o dedo à plutocracia em vigor - ao regime - mais conhecida pelo abastardado nome de democracia. Compete-lhe agora o ónus da prova e ao regime defender-se. Vai ser um fartote de rir.

UM CONTO E A REALIDADE

João Gonçalves 25 Jan 08


Estreia hoje a ópera - ainda encomendada por Paolo Pinamonti a Emmanuel Nunes -, baseada num escrito de Goethe, Das Märchen. A coisa dura quatro horas - 4 - e vai ser difundida, via satélite, para localidades tão ansiosas por conhecer a obra do mestre como Ponte de Lima, Vila Flor, Faro ou Aveiro. Não faço ideia quanto custa esta peripécia. Nem vou ao ponto, seguramente mesquinho e "inculto", de estabelecer uma relação entre o custo e o benefício. Que alguém beneficia com isto, de certeza. Porventura o povo que vai encher os teatros das localidades durante as intermináveis quatro horas? Talvez. Nunes? Com certeza. Vieira de Carvalho, musicólogo, doutrinador e secretário de Estado? Sem dúvida. Basta atentar na vasta publicidade paga nos jornais da qual constam conferências e "portos-de-honra", algo que faz muita falta à cultura pátria. Sei que o argumento é reaccionário e populista, mas, num país onde morrem pessoas porque caem das macas numa urgência hospitalar, a prioridade chamar-se-á Emmanuel Nunes, Porto em "honra" não sei de quem ou várias transmissões "satélite" a lembrar a nefasta "dinamização cultural" de 75?

COMUNICAÇÃO - 2

João Gonçalves 25 Jan 08

«Pedro Santana Lopes recusou a interferência de Cunha Vaz no grupo parlamentar do PSD - porque restringia "o domínio absolutamente inalienável da liberdade de cada deputado" e, em nome da "eficiência", o ia subordinar a ele mesmo à direcção do partido. No caso, a Ribau Esteves. Por uma vez, Santana não se enganou. Admitir que um "gabinete" qualquer, que ninguém elegeu e ninguém sabe donde veio, influenciasse (ou determinasse) o grupo parlamentar em troca de uns segundos de televisão e de umas linhas de jornal seria o extremo da miséria política. Não importa que um homem como Cunha Vaz compare o PSD ao Benfica. Importava, e muito, que Santana aceitasse a lógica de Cunha Vaz. Não aceitou. O "menino guerreiro" começa a crescer?»

VPV, in Público

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