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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

COMUNICAÇÃO

João Gonçalves 23 Jan 08

Uma agência de comunicação, o sr. Ribau e o dr. Santana Lopes vão gerir a "comunicação" do PSD com o país, como se o PSD vendesse farturas e não necessitasse de política. Duvido que o país queira "comunicar" com esta improbilidade organizada e dirigida pelo autarca de Gaia.

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A MOBILIDADE

João Gonçalves 23 Jan 08

A "mobilidade" dos funcionários públicos dá para tudo. Dá para despedir, para colocar na prateleira, para não deixar sair do lugar de origem, para deixar sair com a promessa de não regressar, para regressar, etc. etc. Um tribunal concedeu provimento a uma providência cautelar de umas dezenas de funcionários do ministério da agricultura relativamente ao acto que os colocou na situação de "mobilidade especial". Regressam, portanto, aos respectivos postos apesar de o ministro já ter anunciado que vai recorrer e que não tem funções para lhes distribuir. Isto é só política e, como tal, deve ser aceite bovinamente pelos destinatários porque o PS tem uma maioria absoluta? Ou isto é uma questão laboral que pode, se for necessário, ser discutida em tribunal? Penso que tem um pouco da primeira questão e tudo da segunda. Por exemplo, se o governo quer substituir o regime de nomeações definitivas por contratos individuais de trabalho, deve estar preparado para passar a vida nos tribunais. Na abstracta "reforma da administração pública" da campanha eleitoral de 2005 cabia, pelos vistos, tudo. Os alvos é que não sabiam. Agora vale tudo.

UM VELHO EMPORIO

João Gonçalves 23 Jan 08


Um problema de nariz e de ouvidos levou-me, a semana passada, até uma especialista. Saí de lá com uma receita que incluia comprimidos, umas gotas e um spray nasal. Os comprimidos eram para oito dias - isto é, oito comprimidos - mas vim fornecido da farmácia com uma caixa deles. As gotas, algo mais difícil de dividir, foram postas durante cinco dias e o spray só entra em uso hoje. É vulgar isto, ou seja, acumularmos caixas de trinta a sessenta comprimidos dos quais apenas nos servimos de menos de dez. De quem é a culpa? Se o "sistema" - dois, o nacional de saúde e, sobretudo, o "emporio" farmacêutico - não permite que o utente seja servido apenas com o que estritamente precisa para se curar, é porque convém ao "sistema" manter as coisas como estão. O desperdício deve, pois, ser aferido a partir do interesse da indústria farmacêutica em que ele exista e do desleixo do Estado que, paupérrimo, permite dispersar recursos que não tem para alimentar vícios alheios. O "emporio" farmacêutico já derrubou muitos governantes por este mundo de Cristo. John Le Carré até foi mais longe e ficcionou, em O Fiel Jardineiro, coisas bem piores. Só que as coisas são, afinal, o que são.

AS BENEVOLENTES - 2

João Gonçalves 23 Jan 08

«Hoje em dia, é nos crentes que certos princípios fundamentais para a nossa liberdade encontram a voz mais desassombrada. Por exemplo, a ideia da dignidade e da autonomia da pessoa como limite para experiências políticas e sociais. Numa cultura intoxicada pela hubris da ciência e das ideologias modernas, certas religiões conservaram, melhor do que outros sistemas, a consciência e o escrúpulo dos limites. O mesmo se poderia dizer da questão da verdade, que a ciência pós-moderna negou, sem se importar de reduzir o debate intelectual ao choque animalesco de subjectividades. Não, não é preciso fé para perceber que das religiões reveladas (e doutras tradições de iniciação espiritual) depende largamente a infra-estrutura de convicções e sentimentos que sustenta a nossa vida. O seu silenciamento no espaço público não seria um ganho, mas uma perda. No dia em que não pudermos ouvir Bento XVI, seremos
mais obscurantistas e menos livres. Obrigado aos "sábios" de Roma por nos terem dado ocasião para lembrar isto.»



Rui Ramos, in Público

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