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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

PERSEVERAR NA SOBRIEDADE

João Gonçalves 7 Jan 08

«Non si può dire infatti che la globalizzazione sia sinonimo di ordine mondiale, tutt’altro. I conflitti per la supremazia economica e l’accaparramento delle risorse energetiche, idriche e delle materie prime rendono difficile il lavoro di quanti, ad ogni livello, si sforzano di costruire un mondo giusto e solidale. C’è bisogno di una speranza più grande, che permetta di preferire il bene comune di tutti al lusso di pochi e alla miseria di molti. “Questa grande speranza può essere solo Dio … non un qualsiasi dio, ma quel Dio che possiede un volto umano” (Enc. Spe salvi n. 31): il Dio che si è manifestato nel Bambino di Betlemme e nel Crocifisso-Risorto. Se c’è una grande speranza, si può perseverare nella sobrietà. Se manca la vera speranza, si cerca la felicità nell’ebbrezza, nel superfluo, negli eccessi, e si rovina se stessi e il mondo. La moderazione non è allora solo una regola ascetica, ma anche una via di salvezza per l’umanità. È ormai evidente che soltanto adottando uno stile di vita sobrio, accompagnato dal serio impegno per un’equa distribuzione delle ricchezze, sarà possibile instaurare un ordine di sviluppo giusto e sostenibile. Per questo c’è bisogno di uomini che nutrano una grande speranza e possiedano perciò molto coraggio.»

Bento XVI, Solenidade da Epifania do Senhor, Roma, 6 de Janeiro de 2008

UM MUNDO PERFEITO?

João Gonçalves 7 Jan 08

O Eduardo Pitta anda num verdadeiro desatino por causa da "higienização" da sociedade portuguesa, tão oportuna e pedagogicamente introduzida nos bárbaros costumes lusos pela lei e pelos seus zelosos aplicadores. Mais. Estriba-se numa prosa muito bem feita de Pedro Magalhães acerca dos paradoxos do liberalismo, prosa essa que nos habilita com os bons exemplos do que deve ser uma saudável vida cívica ou uma saúde civicamente vivida. Os exemplos brotam da "boa" Europa - a Inglaterra, a Alemanha - e da ex-colónia da primeira, os EUA. Podiam brotar, por exemplo, das Avenidas Novas não fosse dar-se o caso de essa trituradora civilizacional chamada "metro" estar a esventrar a rua mesmo à porta da Versailles. Pitta e Magalhães não vão ao ponto de recomendar uma Endlösung à sociedade portuguesa por ela apreciar tascas, "ginginhas", carrascão, coiratos e carros mal estacionados. Todavia, nas entrelinhas, vê-se que apreciam - quem não aprecia? - um mundo perfeito que não existe em lado algum, mesmo nas frias sociedades a que tanto recorrem a título de recomendação retórica. Nós, para o bem e para o mal, somos meridionais. Gostamos - eu não gosto porque não fumo - de acompanhar a "bica" com um cigarro e, de preferência, tomada num balcão recheado de pastéis de bacalhau e de croquetes de duvidosa proveniência. Todas as tascas e restaurantes na Rambla de Barcelona, onde comi há uns dias, tão depressa manipulavam os seus deliciosos "pinchos" com pinças como através das mãozinhas dos empregados. Nem por isso me souberam pior ou me ocorreu chamar por Zapatero e pelo seu formidável aparelho de correcção social. O que Portugal agora menos precisa é tornar-se ariano nos costumes e manipulador dos prazeres. Para maus produtos, insusceptíveis de coimas, bastam as instituições ditas democráticas e os seus solenes representantes.

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