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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

SÓ PARA POBRES ADEPTOS

João Gonçalves 22 Dez 06

Aqui, "os pobres adeptos do não", na expressão de Fernanda Câncio - a "prefeita para a congregação da fé no aborto" - encontram um impresso que podem assinar pelas razões que lá se explicam. Como "pobre adepto do não", assino.

LER OS OUTROS

João Gonçalves 22 Dez 06

Do Tomás Vasques, "Memórias", para quem é lisboeta e ama a cidade nas suas luzes e sombras. Ou Cascais, "o fim do mundo", por Rodrigo Cabrita. Também os "carneirinhos domesticados e alegres, contentes por serem "modernos" de Francisco José Viegas. Ou José Lello - um Ana Gomes da pseudo-direita do PS, apenas mais provinciano do que ela, apesar de ter deixado de pintar o cabelo- pelo Paulo Gorjão. O "Zoloft", um bom amigo do homem, lembrado pelo Filipe Nunes Vicente. Finalmente, e sem comentários, a politicamente correctíssima, fresca, gira e hiper-moderna Fernanda Câncio, a querer "contribuir para a canonização acelerada dos pobres adeptos do NÃO." Sempre democrática, esta Fernanda. O que ela não diria se eu lhe chamasse - a ela e a muitos amigos meus igualmente democráticos - pobre de espírito.

CONVERSAS ADVENTÍCIAS

João Gonçalves 22 Dez 06

Por princípio não discuto Ratzinger com quem não o tenha lido previamente. Sem ser artigos de revista, naturalmente, por muito in que a revista seja. Sobretudo se for. Boa continuação do Advento, João.

DO SURREAL AO REAL

João Gonçalves 22 Dez 06


Disseram-me ao almoço que, uma vez aberto o testamento de Mário Cesariny de Vasconcelos, verificou-se que o dinheiro é para ir todinho - e não é tão pouco como isso - para a Casa Pia da dra. Catalina. Não é surrealismo. É puro realismo post-mortem.

"ESPANHA, ESPANHA, ESPANHA"

João Gonçalves 22 Dez 06

Mais trapalhão do que o habitual - refiro-me à "forma" que é só o que interessa - Sócrates demonstrou ontem no Parlamento que é abatível. Politicamente, claro. Faz-me lembrar eminências que foram minhas colegas em direito e que hoje ornamentam faculdades da mesma especialidade e lustrosos escritórios de advogados, e que, nas "orais", contavam pelos dedos as respostas em alíneas, vomitadas tal qual vinham na "sebenta", falhando às vezes uma ou duas. E a criatura voltava aos dedos e ao registo decorado até acertar. Assim vai Sócrates até ao dia em que nem os dedos nem a memória poderão mais esconder a sua essência. Há coisas, porém, em que ele acerta. Aquela prognose do "Espanha, Espanha, Espanha" para o negócio malandrinho e para a "competitividade" da nossa funesta economia, já está a dar literalmente frutos. A Opel seguiu o conselho do senhor engenheiro, deixando mil e tal trabalhadores sem ver o padeiro e foi instalar-se em Saragoça. Está na hora do senhor engenheiro rever as suas "prioridades", se é que tem alguma.

LER OS OUTROS

João Gonçalves 22 Dez 06

"No princípio da semana, por exemplo, um rapazinho fanático, porta-voz da Deco, exigia que o Estado obrigasse por lei qualquer restaurante (ou qualquer hotel) a admitir crianças. Segundo a lunática lógica da criatura, o princípio da igualdade, constitucionalmente consagrado, obrigava a essa medida de justiça. Não lhe ocorreu que o princípio da igualdade não se aplica, sem qualificação, a crianças. Como não lhe ocorreu que se propunha limitar a liberdade do próximo. A ideia de que há restaurantes que oferecem cerimónia e sossego e pessoas que gostam de cerimónia e sossego só lhe inspira desprezo. Se o consumidor que a Deco defende quer jantar entre correrias, choradeira e berros, o Estado não deve permitir outra maneira de viver. O resto não interessa. Pouco a pouco, os "direitos do homem", pervertidos por pequenos grupos de pressão, que o Estado muitas vezes sustenta (para não ir mais longe, somos nós quem paga a Deco), vão servindo para criar uma sociedade minuciosamente vigiada. Não existe a menor diferença entre a actual ortodoxia "bem-pensante" e o jacobinismo ou o comunismo clássico. É a velha ambição de criar um homem racional e perfeito pela força política. Não por acaso os "marxistas" de ontem prosperam neste novo mundo. A tolerância sempre foi ou já se transformou em intolerância e há lugar para milhões de polícias."

Vasco Pulido Valente, in Público

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